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Sexta-feira, Outubro 31, 2003

Começa amanhã em João Pessoa a nona edição do FENART (Festival Nacional de Artes). O Festival reúne, entre os dias 1 e 9 de novembro na Fundação Espaço Cultural e em outros pontos da cidade, diversas obras nas áreas de cinema, teatro, dança, artes plásticas, fotografia e música.

Vamos ter shows, oficinas, espetáculos, exposições e diversas outras atrações. A partir do dia 05/11, começa as mostras competitivas de vídeo, e em seguida, dois curta-metragens.

Nove trabalhos paraibanos irão ser exibidos nas mostras entre mais de 50 selecionadas. Oito delas são documentário e uma outra, ficção. As obras são tendências temáticas, de um gênero alternativo.

A Paraíba está também presente na mostra de curtas de 35mm, com o filme "Tempo de Ira", de Marcélia Cartaxo. Na mostra também serão exibidos os curtas "Narradores de Javé" (SP), "O Resto é Silêncio" (RJ), "Edifício Master" (RJ), "A Partida" (PE), "O Preço da Paz" (PR), "No Bar" (SP), "Ônibus 174" (RJ), "Rua da Escadinha (CE) e "Durval Discos" (SP).

Para ter acesso a agenda completa do IX FENART, clique aqui.
Carlos Eduardo | 01:00 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Outubro 30, 2003

hoje o texto é de um colega. Informações abortivas ou dúvidas fertilizadoras: falar com Roberto
donrobertocristino@ig.com.br.

--


Sobre Fertilização in Vitro e o Aborto em Geral


Sob o aspecto puramente científico, consigno grandes louvores aos abnegados e geniais cientistas. Porém, casais, ao recorrerem a um artifício médico para geração de filhos, deveriam abster-se de se utilizarem dessa técnica a partir do momento que conhecessem que, devido à baixa probabilidade de êxito em apenas uma tentativa de fecundação, é preciso que sejam feitas várias tentativas, em uma quantidade que não se pode ter um controle de tal forma que apenas uma fecundação pudesse suceder, já prevendo-se, inclusive que, conforme o número usual de tentativas, o número de fecundações posteriormente consumadas será mais de uma; tendo-se, então, que escolher entre os embriões, quem viverá e quem morrerá. Então Mesmo antes de ser religiosa, a questão é ética, e antes de ser ética é uma questão que não tem dois lados ou opções, por isso não mereceria ter sido levantada, pois a excelsa ética destina-se a discutir paridades e não a desfazer embaraços inferiores; uma vez que o que se "passa a discutir" é o fato da situação de conceberem-se assassinatos. Todavia, um embrião não, apenas, "deve ser tratado como um ser humano", como disse o ilustre correligionário, reverendo Léo Pessini; um embrião é a fase inicial do desenvolvimento de um ser humano; um embrião é um ser humano em sua fase inicial. O que é um homem se não um ser que um dia foi um embrião? O que é um embrião se não um ser que um dia se tornará um homem?

Os outros argumentos derivados da seita da prática do aborto são apenas entulhos imprecisos, contraditórios e fragmentados como podemos verificar.

Dizer que a decisão de "interromper a gravidez" (tentativa de eufemismo para assassinato) deve ser deixada por conta de pessoas com índole aborteira que envolvem o conjunto dos pais, da mãe ou, em última instância, "mulher, dona de seu corpo", é querer remeter a sorte do feto a uma sentença de morte. Na 3ª e última opção a mulher nega-se, por conveniência, numa conjuntura, numa contingência, como mãe, na sua relação funcional no processo de gestação de filhos. Na 2ª opção nega-se a co-responsabilidade do pai. Na 1ª subjaz um motivo que é inerente aos três: a pretensão de se buscar imunidade contra as sanções para um crime, descaracterizando-o como objeto jurídico, como fato social comovente e passível de ser apreciado pela sociedade.

Esperar um embrião desenvolver-se, parir um filho não é uma decisão, é um processo natural; não tem, portanto relação com uma "decisão". Decisão é, por exemplo, conceber um filho. Decisão é o fato de não se conceber um filho. Não há na evolução da gestação um momento bidifluente em que, não havendo ainda um indivíduo no interior do útero, a gestante pode manter o tecido sem vida própria consciente ou transformá-lo em embrião para este converter-se em feto, em nascituro, em um homem, em uma mulher. A Biologia não fez esse processo assim. As leis da Biologia estabelecem que a partir da fecundação um óvulo e um homem são um mesmo ente. Como eu poderia ter-me tornado um ser humano adulto sem ter sido um embrião? Aquele momento bidifluente é anterior à fecundação; aí se aplica o objeto "decisão".

Entre as pouquíssimas exceções nas quais pode ser admitido o aborto, está aquele feito em caso de estupro, devido a estar em jogo valores elevadíssimos como restauração da vontade da vítima, negação do ato forçado e preservação de sua honra; e o fato de evitar-se estabelecer vínculo com o estuprador, por meio de um ser híbrido, geneticamente degradado.

Também pode-se solidarizar-se com o caso da psicóloga Mara Gabrilli cujo estado depende do resultado de "pesquisas com pré-embriões que são células-tronco, que teoricamente podem se transformar em qualquer órgão ou tecido do corpo humano". Mas nesse caso proclamar-se-ia que se tratara de um sacrifício dentro de um dilema, com um objetivo generoso, e que, por conseguinte, contém a diferença de caracterizar-se pelo fato de não poder ser feito de outra forma.

Sob o aspecto jurídico, dever-se-ia ter evitado que tivesse passado a existir na lei penal um artigo que define o aborto indiscriminado como crime especial, diminuindo-lhe o grau de classificação da gravidade como natureza de matança. Esse fato deve ser deixado por conta do artigo 121 que prevê pena de até 30 anos de prisão para quem mata alguém. Agora, se for para qualificar o crime, que o mesmo seja classificado como mais grave que o homicídio simples, pela covardia, frivolidade e falta de vergonha de quem o comete.

Bárbara RoMa | 10:40 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Outubro 29, 2003
Cultura Popular no IX Festival Nacional de Arte - Fenart

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba realizará o IX Fenart no período de 1 a 9 de novembro de 2003. O tema deste ano será ""Arte e Cultura para Todos"" e isso fará com que o evento seja um tanto diferenciado dos outro anos. O evento levará espetáculos de rua para os bairros da cidade. O Fenart é considerado o único evento realizado no nordeste que abrange as diversas áreas culturais, ao contrário dos demais, que elegem o teatro, a música, a literatura ou a dança como pontos prefenrencias para uma programação.
A programação deste ano está como sempre diversificada. Além das oficina, mostras de arte, teatro, dança, música, artes plásticas, cinema e vídeo, a Praça do Povo vai ainda deixar a dispor dos visitantes do evento a Feira do Artesanato Paraibano, que vai expor os melhores produtos do rico artesanato paraibano.
O festival contará ainda com apresentações artísticas especificas para alunos das escolas públicas e privadas da cidade.
Já estão confirmadas as atrações nacionais do IX Fenart: Na música estão confirmados nomes como Ney Matogrosso, Frejat e Orquestra Sinfônica da Paraíba e Siba.
Muitos filmes nacionais farão parte da programação do evento. O público poderá assisti o longa "Ônibus 174", uma mistura de ficção e documentário, dirigido por José Padilha, que conta o episódio do seqüestro do ônibus da linha 174 no Rio de Janeiro. O evento contará também com a apresentação de várias peças teatrais de vários estados do país.
Vários lançamentos de livros acontecerão durante a programação, como também haverá um espaço reservado para declamações de poesia.
O evento será realizado no Espaço Cultural de João Pessoa durante manhã , tarde, noite nos dias citados acima.
Todas as noites os eventos serão encerrados com shows musicais.
Saindo agora um pouco do lado jornalístico da coisa...
Gente, vocês não têm idéia de como eu gosto do Fenart. O ambiente do Fenart pra mim é um dos mais confortantes possíveis. São praticamente duas semanas de pura arte na cidade. É bom saber, ao acordar, que você tem muitas opções artísticas pela frente. Durante o FENART eu sempre mato a saudade do TEATRO, que hoje estou um pouco distante. É durante este evento maravilhoso que eu posso sentir " O palco" um pouco mais perto de mim.

Veja aqui, na página pessoal do nosso amigo ARTEIRO, Carlos Lyra, a programação completa do IX FENART.
Eveline | 10:23 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Outubro 27, 2003
DEPRESSÃO

Depressão, abismo profundo,
Poço de lágrimas salobras,
Reduto das dores do mundo,
Das almas, das mil e uma sombras.

Estágio psíquico decadente,
Quando o ego torna-se desprezível
Como um barco em meio a uma grande enchente
Que, sem remos, inda espera o impossível.

Aspecto de uma morbidez intensa,
Em que o ser ao não-ser se reduz,
E este se traduz ao que não pensa,

Ao que não sabe se é sombra ou se é luz,
Àquele que se entrega a essa dor imensa,
À qual a Depressão, sem pena, o conduz.

(Carlos Eduardo de Sousa Lyra - 1999)
Carlos Lyra | 01:10 | Deixe seu comentário |
Domingo, Outubro 26, 2003
1+1=11

E o mundo acabou dando uma desordem na piloura naquele dia 11. 1+1=11, um número gêmeo amordaçado pelo canivete da lógica. Naquele dia eu tava em casa tomando café com pão quando liguei a TV (nada mais convencional do que este gesto, ligar a televisão, sobretudo quando se come qualquer coisa). Já eram 10 horas, e eu, que tinha dormido tarde, acordei com a cara na TV se explodindo! Pensei que fosse filme americano, mas não é que era mesmo? Um cinema ao vivo de corpos humanos borbulhando em dor pelo ódio dos acidentados do mundo...meninos, eu via!!! O pão entrava em minha boca e a boca, engolida pela imagem fazia meus rins urinarem no tempo. Eu pulei no sofá. Despi meu casulo. Fiquei inquieta, mas confesso que ri. Eu ria de espanto. Ria de contentamento (aquele ¿achei foi pouco¿ anti imperialista). Ria de histeria.

Se o Word Trade Center
Despencou, caiu no chão
E matou na pátria o povo
Sem pena nem compaixão
Lá na Bósnia,igualmente
Tomba humano inocente
Sem ter culpa, meu irmão!

Se o Word Trade Center
Despencou, caiu no chão
Produzindo muito pranto
Muita dor no coração,
Lá na África todo dia
Pela fome em demasia
Morre gente em legião...

Depois desse episódio profético, os meus olhos não foram mais os mesmo, e nem os olhos das crianças de Bagdá, que se espatifaram em meio aos escombros do poder tzarista de Tio sam. Agora não há mais tergiversações. A desculpa pra tudo é uma torrinha que se fudeu, para todo o sempre, amém. Agora não há mais justificativas estranbólicas, todos são terroristas que andam soltos soltando fumaça pelo cu, com barbas de Ali Babá...muito cômodo ficou, e os donos do planeta ficam despreocupados. Mas 1+1 nunca mais, meu chapa, vai ser igual a 2, será sempre igual a 11, enquanto engomo a calça.

Se o Word Trade Center
Despencou, caiu no chão
E deixou naquela imagem
A força de uma agressão
Lá na faixa do oriente
Muito embora resistente
Chora Gaza, a perversão.

OS MEUS OLHOS BAGDÁ
HIROXIMA ESPATIFADA
NAGASAKI DO SILÊNCIO
BARULHANDO NA INTIFADA
MINHA DOR É PALESTINA
NA COLOMBIA CLANDESTINA
D¿ UMA PAZ TODA RIFADA...

Fanka



Fanka | 14:39 | Deixe seu comentário |
Sexta-feira, Outubro 24, 2003
"O filme mais violento da história", é o que muitos dizem sobre o novo filme de Quentin Tarantino, Kill Bill - Volume 1. Por outro lado, o quarto filme do diretor também está sendo considerado uma obra de arte.

Kill Bill é sobre a vingança de uma assassina conhecida como "The Bride", que foi baleada por seu noivo, Bill, também assassino profissional. Depois de ficar em coma por cinco anos, ela se recupera e vai atrás de cada membro do grupo que pertencia em busca de vingança por ser traída, e também matar Bill.

O filme é uma homenagem aos filmes chineses de kung-fu, usando o mesmo enquadramento e movimentos de câmera. Para as cenas de luta, o mesmo treinador contratado para treinar Keanu Revees e cia foi chamado também para trabalhar em Kill Bill. Isso resulta em mais trabalho para Uma Thurman, que vive o papel principal. Em uma das cenas, Uma Thurman promove um massacre e mata nada menos que 76 pessoas numa boate. Tal violência está causando desconforto entre os executivos da Disney, já que a Miramax pertence ao estúdio. "Queria fazer a seqüência mais excitante do cinema", conta Tarantino. Te cuida, Ag. Smith!

Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown e agora Kill Bill. Este último vai estar chegando aos cinemas brasileiros em 12 de dezembro, com o nome de Kill Bill: Volume 1, já que o longa foi dividido em dois filmes de 90 minutos. Me resta aguardar, mas poderia ser antes, já que nos Estados Unidos o filme acabou de estrear.
Carlos Eduardo | 01:54 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Outubro 23, 2003
Erick,

O padre Marcelo é bem intencionado, sim, parece. Criativo também. isso dele se imaginar 'enviado' de um criador de tudo, de propagar esse pai e filho e mãe do filho do pai e vestir camiseta e fazer filme e santinhos, santinhos. É tudo muito útil, Erick, pra ele. As horas pesam nos ombros, a vida é espaçosa, cabe tanto. O tédio come, o tédio é um monstro pegajoso com uma boca enorme, dentes afiados. Ele quis pra si a plena convicção de ter o maior como amigo, o criador do tudo como parceiro, ora. O monstro do tédio ameaça os de imaginação pouca.

Tudo é válido se ocupa a mente e não deteriora a paz do outro. (convém que a santa inquisição seja esquecida)

Mas é lamentável que o sobrenatural esteja em evidência e a consciência humana em segundo plano. E a natureza, esse organismo pulsante, vivo, mãe: esquecida.
Particular nota mental: que importa quem criou? importante é harmonizar essa criação em encontro ao bem. Disso decorre o fato de que, pra mim, os mentores de ONG's, atividades filantrópicas (e todo tipo de empenho pela natureza e consequentemente pelos seres naturias: humanos) terem mais relevância que os Marceloss Rossiss

Bárbara RoMa | 23:46 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Outubro 22, 2003












Eu quero aqui, berrar para o mundo que eu AMO a obra de Manuel Bandeira. Ele consegue tirar o meu fôlego. Ele consegue arrancar suspiros e sorrisos meus. Será que ele tem algum parentesco (não) "literário" com Clarice Lispector além do fato de serem Modernistas??
Faz tempo que eu não escrevo poesia e sinceramente eu gostaria de voltar a escrever.
Não sei o que falta. Não sei se preciso de inpiração. Não sei se falta um aperto na garganta ou no coração.
Não sei o que falta mas sei que, se eles existissem eu queria que meus versos fossem assim como Bandeira descreve em duas de suas manifestações líricas.
Ajudem-me a escrever um verso!


Assim eu quereria meu último poema
Que fosse eterno dizendo as coisas mais simples e mais intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas,
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.
Eveline | 22:54 | Deixe seu comentário |
Terça-feira, Outubro 21, 2003
Ao alcance das mãos

Hoje, terça-feira, dia 21 de outubro de 2003, fui a uma escola pública municipal, a convite de uma amiga, para tentar minimizar a dificuldade que ela estava sentindo, como arte-educadora, na montagem de um espetáculo teatral com crianças (faixa entre 10-12 anos).

Sol quente, desejo de ficar em casa. Fui. Escola continua a ter quatro paredes e um quadro verde, com cartazes manuscritos fixados à parede, com dizeres do tipo "Bem Vindos" (o correto seria Bem-Vindos). Doze crianças tentando montar A Gata Borralheira..., a encenadora, e eu.

Além da timidez por estar um "alemão" (sou descendente de italianos, e daí?) frente a eles, e a dificuldade em ritmar a fala em pausas que validam a interpretação, pude perceber (e não podia ser diferente) a inexistência de noção espacial entre eles. Pensei em "Diálogo sobre Encenação", de Wanfred Wekwerth, da Editora Hucitec, presenteado por Gilberto Freire, amigo e atual diretor do espetáculo que estamos montando, e em Marcelo Flecha, diretor técnico do Teatro Arthur Azevedo.

Do primeiro, pela importância com a qual ele destrincha os ensaios de marcação. Num dado momento, diz que "um personagem está no palco, numa certa cena, num lugar determinado, e move-se para outro lado, porque: reflete emoções; pode ser idêntico à vida real; alguém que faz teatro há trinta anos faz sempre assim; isso expressa a atmosfera dominante na cena; é uma originalidade do encenador; cria movimento e variação; mostra simbolicamente que o personagem está em cima ou embaixo; foi sentido intuitivamente, o que dispensa qualquer explicação; resulta numa coreografia empolgante; a vedete o exige; assim consta nas indicações cênicas do autor, etc".

Do segundo, por ele usar esquemas traçados, como se fosse um story-board, antes de marcar as cenas com os atores. Cena a cena, traçada para fazer sentido à marcação, à movimentação, para não ser intuitivo ou coisa pior. No exemplo abaixo, rabisquei no paint o que seria a entrada da Borralheira em cena, limpando a casa (vem fazendo um círculo, percorrendo todo o espaço, limpando a casa. De outro, a Madrasta vem em linha reta. Só essa marcação já caracterizaria a diferença de personalidade entre ambas, suas formas de ver o mundo, reforçando suas atitudes. Essa visão preliminar diminui as falhas de compreensão em boa parte das montagens existentes, independente da estética adotada.


Marconcine | 20:59 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Outubro 20, 2003
Depressão na perspectiva do Desamparo Aprendido

Pesquisas realizadas por Martin E. P. Seligman revelaram uma associação entre a depressão e o desamparo aprendido, sendo este último uma teoria da personalidade de domínio limitado defendida pelo autor. Segundo Seligman, ¿o sintoma maior da depressão é o sentimento de ser incapaz de controlar os eventos da vida¿ (Shultz & Shultz, 2002, p. 458). O autor irá utilizar seu modelo de estilo explicativo para afirmar que na depressão o sujeito se encontra no ¿limite do pessimismo¿, se sentindo impotente diante dos acontecimentos de sua vida.
De acordo com Seligman, todos nós experimentamos o sentimento de desamparo em algum momento de nossas vidas, quando fracassamos em alguma atividade ou situação, porém, em geral, somos capazes de nos recuperar depois de algum tempo. No entanto, há pessoas que não se recuperam facilmente, uma vez que ¿podem generalizar o seu fracasso numa atividade para outras áreas da vida e ao seu próprio senso de autovalorização¿ (Idem). Assim, pessoas com estilo explicativo pessimista estão bem mais vulneráveis à depressão.
Seligman apresenta semelhanças entre sintomas de desamparo aprendido e depressão: ambas têm como característica a passividade. O sujeito numa situação de desamparo aprendido apresenta dificuldade em aprender que as respostas produzem alívio, enquanto o sujeito depressivo tem dificuldade em apreender que as respostas produzem resultados. Além disso, o sujeito desamparado apresenta falta de agressividade, perda de peso e anorexia, enquanto o depressivo apresenta hostilidade introjetada e perda de libido.
Como podemos perceber, a teoria do desamparo aprendido de Seligman procura explicar o fenômeno da depressão através de fatores cognitivos da personalidade do sujeito, associando a depressão ao estilo explicativo pessimista. Apesar disso, o autor considera alguns fatores biológicos ao reconhecer que, tanto na situação de desamparo aprendido quanto na de depressão, o sujeito apresenta declepção de norepinefrina, substância neurotransmissora cuja deficiência está associada à depressão grave. Em outras pesquisas, Seligman também associa o desamparo aprendido com a saúde emocional, o que pode vir a explicar o fator de co-ocorrência da depressão com outras doenças.

Carlos Lyra | 11:32 | Deixe seu comentário |
Sexta-feira, Outubro 17, 2003
Dicas para não ser dar mal em filmes de terror

  • Quando parece que você matou o assassino, nunca cheque se ele está realmente morto.
  • Se você é um cão bom, você tem 50% de chance de sobreviver. Cães bons só morrerão se tentarem defender seu dono do assassino...é melhor ficar quietinho no seu canto!
  • Se você é um cão mau, você morrerá no fim do filme.
  • Se você é um gato, se esconda e reze para os monstros não te comerem.
  • Se você encontrar pessoas mortas zombando e andando perto de vivos, se mate.
  • Se você descobrir que a sua casa foi construída sobre um cemitério ou uma igreja onde aconteceram assassinatos múltiplos ou onde malucos cometeram suicídio coletivo em favor de seitas ainda mais malucas, ou no local onde se praticavam rituais satânicos e necrofilia; não procure tirar a história a limpo, mude-se imediatamente.
  • Se sua casa possui um porão, não vá fuçá-lo, principalmente se estiver faltando luz.
  • Na companhia de amigos, nunca saia sozinho para buscar algo na geladeira e diga: "Eu volto já". Você não verá seus amigos novamente.
  • Se seus amigos começam a mostrar hábitos estranhos, como fascinação (e adoração) por sangue, fraturas expostas, cheiro de decomposição de cadáveres e ferimentos; procure ficar longe deles o mais depressa possível.
  • Nunca deixe em sua cozinha, facas e materiais pérfuro-cortantes ao fácil alcance.
  • Se você é mulher, nunca tome banhos demorados.
  • Se você é chegado a uma malhação, muito cuidado! O metido a fortão é sempre uma das primeiras vítimas, assim como, a primeira mulher a se despir.
  • Se máquinas começarem a funcionarem sozinhas, mude-se de casa.
  • Não pegue ou empreste algo que pertencia a um morto.
  • Não mexa com combinações DNA, sem saber o que você está fazendo.
  • Se você está correndo do assassino, espere cair pelo menos 2 vezes.
  • Se um pequeno grupo de crianças parecerem mais inteligentes que os adultos que os cercam, tenha cuidado. Sai da cidade, e se decidir ficar, fique preparado para morrer pois você é inferior a eles.
  • Nunca entre num quarto sem antes verificar atrás da porta. Geralmente é lá ou no armário, que se encontra o perigo.
  • Se o seu filho falar com você em Latim ou em uma língua que você não conhece,ou se falar com uma voz grossa que não é característica dele, não pense duas vezes: atire para matar. Você estará a salvo de uma série de problemas, mas é bom estar preparado, pois, matá-lo não vai ser fácil.
  • Nunca vá visitar cemitérios após a meia-noite, e se for, não fique parado ao lado, de costas, na frente ou atrás de nenhuma tumba ou cripta.
  • Nunca leia em voz alta livros sobre demonismo e possessão, nem de brincadeira.
  • Se ganhar um quebra cabeça em forma de cubo mágico, não procure desvendá-lo.
  • Se escutar um barulho estranho e encontrar apenas um gato, fuja imediatamente. Este conselho vale uma vida.
  • Quando matar um serial killer ou monstro, nunca encoste nele para verificar se ele realmente está morto.
  • Não toque em nada que pertenceu a um morto.
  • Nunca escute durante a noite, trilhas sonoras que possuam violinos e violoncelos como base instrumental.
  • Se ao viajar você deparar-se com uma cidade aparentemente deserta, saia imediatamente.
  • longe de certar localizações geográficas como: Transilvânia, Elm Street, Amityville, Santa Mira, Santa Carla, Woodsboro, Crystal Lake, Nilbog (Deus o ajude se você conhece este último), o Triângulo das Bermudas, ou qualquer cidadezinha localizada no Maine.
  • Ao conhecer novas cidades, procure acreditar em todas as crenças e mitos locais.
  • Se o seu carro tiver problemas na estrada, não vá procurar um local perto para telefonar. Se o carro quebrar perto de uma velha mansão ou um castelo numa montanha, não vá em busca de abrigo; fique no carro.
  • Fique longe de estranhos que estiverem manipulando serras elétricas, machados, escopetas, cortadores de grama, arpões, facas afiadas... até mesmo na vida real.
  • Se você pousar em um planeta desconhecido e achar algo parecido com um ovo, não mexa !
  • Nunca entre em certos lugares como porão, sótão, algum lugar escuro, uma floresta ou um lago que possuam sombras e escuridão.
  • Se alguém que parece importante dizer a você para não fazer algo, obedeça.
  • Se você está usando uma arma para combater o monstro, ache algum outro meio de se proteger, pois sempre acaba a munição quando o monstro está por perto !
  • Não abra uma porta fechada principalmente se você estiver escutando barulhos do outro lado.
  • Não entre na sala escura.
  • Se você é homem, saia o mais rápido possível, porque só as mulheres sobrevivem.
  • Nunca tome banho sozinho em casa.
  • Se você é mulher, nunca mostre seus seios.
  • Nunca acampe ou construa casas em território Indiano.
  • Pergunte porque uma casa está a venda por tão barato.
  • Se as linhas de telefone estiverem mortas, e você ouvir passos subindo a escada, não siga o "convidado". CORRA IMEDIATAMENTE !!
  • Nunca pegue o telefone e ligue para ajuda.Provavelmente a próxima coisa que verá será o assassino cortando sua cabeça.
  • Se você derrotou o assassino, preste bem atenção a câmera, se ela começar a ir para trás sem motivo, CORRA !
  • Seu cachorro pode se cuidar sozinho.
  • A sua esposa também.
  • E seus filhos.
  • E sua sogra.
  • Se você não é o personagem principal, a maneira mais indolor é se suicidar.
  • Seus planos para matar o assassino sempre tem todas as possibilidades possíveis. Menos a que acontece.
  • Não tente ser esperto. Só vai ajudar a te matar.
  • Quando você derrubou o assassino com sua arma, rapidamente atire todas as balas da arma na cabeça dele.
  • Nunca vá para acampamentos de verão.
  • Não se sinta culpado.
  • Se você jogar fora alguma coisa sua, como bonecas..etc, e achar no seu carro/casa, mude de país. Mas é claro que ele estará te esperando lá.
  • Se você tem que fugir, pegue um ônibus, porque o monstro está no banco de trás de seu carro. Eles também destruirão qualquer avião, ou barco que você entrar.
  • Se você é uma criança, não entre em pânico! Monstros só atacam adolescentes, e o máximo que pode acontecer com você é você ser possuído, então acalme-se !
  • Se você ver uma antiga namorada, que morreu, corra.
  • Lembre-se que você pode comprar outro cachorro.
  • Se você tem certeza que matou o monstro, baleie a cabeça dele, queime-o, coma-o, vomite-o, e jogue o vômito no mar. E espere pelo próximo Halloween....
  • Se você está correndo de um monstro e encontra um amigo seu e ele pergunta "O que aconteceu?", não tente explicar, continue correndo.
  • Siga todas as regras acima
  • Diga aos seus amigos sobre o Se7e Causas
  • Leia o guia de novo
Carlos Eduardo | 12:27 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Outubro 16, 2003

Sobre humanos, sobre cadeiras.

o que separa o homem da criatura?


Mito da caverna, caixa de Pandora, Maria mãe do filho de Deus. Bicho criativo, o homem. É imagem projetada na parede, coca cola light, gravata, caneta multicolor, luz de néon, Santa Margarida. Aos seres humanos as possibilidades imaginativas.

As cadeiras, não. tadinhas. Objeto sentável, ponto final.

*esse seu universo insentível, cadeira em que estou sentada, que coisa fraca*

e nós? que também criaturas.

(perto ou longe de cadeiras?)

Ora, de imaginar autor da criação, a cadeira não. De criar cadeira, também cadeira não. E se a gente parar de imaginar a gente num vira meio cadeira?

Viva às invenções. Ê. viva à tolerância. Ê viva à mulher que pariu o filho do criador de tudo, tudo. Ê. viva a Maomé. Ê Viva ao inferno Ê viva à imaginação fértil, puto fator que nos distancia da cadeirice. Ê.


::péra, péra:: E se eu afirmar convicta que à noite, quando todos dormem, há a reunião das cadeiras e dos tamboretes pela gratidão à existência? Tem shows de louvor, orações, lágrimas, todas as cadeiras mexendo.. ora, há de se exigir devoção das cadeiras indiferentes! Na condição de humanos-criadores-de-cadeira, exijam isso!

Bárbara RoMa | 13:03 | Deixe seu comentário |
Não sei a razão deste post está com a data de quinta se pra mim ainda é quarta...

Ainda sobre Eveline ( James Joyce)... (pra terminar)

Algumas meras observações sobre Eveline.

A personagem principal vive em uma casa velha e todo o tempo isso nos remete a elementos importantes que causarão mudanças no estado de espírito da personagem Eveline.
As cores também são uma constante no conto. O ambiente que cincunda Eveline é escuro e pardo construindo assim a atmosfera que nos remete a tristeza no conto.
O tom de "Amarelo" é uma constante no conto. A sensação de um ambiente pesado todo o tempo é absorvido pela personagem e evidenciado em suas vivências.

Eveline | 00:28 | Deixe seu comentário |
Terça-feira, Outubro 14, 2003
ATIVIDADES A SEREM EXECUTADAS COM OS ALUNOS PARA OBTEREM UMA CONSCIÊNCIA ACERCA DAS HABILIDADES FÍSICAS E VOCAIS

1. A partir de uma gravura.
Crianças sentadas em círculo.
Ver, representar através de expressões corporais; de expressões vocais.

2. A partir de uma poesia.
O Leão (Vinicius de Moraes)
Leão! Leão! Leão / Rugindo como o trovão / Deu um pulo, e era uma vez / Um cabritinho montês. / Leão! Leão! Leão! / És o rei da criação. Leão longe, leão perto / Nas areias do deserto. / Leão alto, sobranceiro (superior) / Junto do despenhadeiro. / Leão na caça diurna / Saindo a correr da furna (gruta). / Leão! Leão! Leão! / Foi Deus que te fez ou não?

3. Aproximar-se da parede. Soprá-la, como se quisesse pô-la abaixo.

4. Inspirar, pelo nariz, subindo os ombros e expirar, pela boca, abaixando os ombros.

5. Inspirar pelo nariz. Prender a respiração e contar... Após, expirar pela boca.

6. Inspirar pelo nariz e expirar pela boca emitindo som único.

7. Elevar os braços, como se fosse tocar o teto, um após o outro. Variação: andando e com as pontas dos pés.

8. Soprar bexigas até estourá-las.

9. Movimentos de língua. Boca, mandíbula.

10. Equilíbrio. Segurar as nádegas, como que segurando o peido. Equilibra-se em uma única perna. Andar em linha reta, passando o pé sobre o joelho. Câmara lenta. Competição

11. Movimentos retilíneos e curvilíneos. Dividir o corpo ao meio.

12. Movimentos amplos e restritos.

13. Apertar todas as partes do corpo, começando de uma das extremidades.

14. Movimentar articulações: Cabeça, ombros, braços, mãos, pernas, pés, dedos.

15. Andar lentamente. Mudar o ritmo de acordo com a indicação do encenador, desviando dos demais.

16. Dividir a turma em dois grupos. Colocá-los em fila. Fazem com que se sentem, abraçados uns com os outros. Pernas estendidas. Competição de corrida.
Marconcine | 19:34 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Outubro 13, 2003
Etiologia da depressão

Os fatores mais comumente implicados na causa da depressão são:

Biológicos ¿ as pessoas com depressão podem ter excesso ou falta de algumas substâncias no cérebro (serotonina ou noradrenalina), os chamados ¿neurotransmissores¿. As mudanças nessas substâncias podem causar ou contribuir para a depressão. Num paciente sadio, a serotonina e a noradrenalina, encarregadas de propagar os estímulos nervosos, circulam livremente nas células nervosas. Já num paciente deprimido, por razões ainda desconhecidas pela ciência, há escassez das duas substâncias, que são recaptadas pelas células. Quando o paciente é medicado, por sua vez, os antidepressivos atuam diminuindo a falta de ambas as substâncias. De um lado, impedem que elas sejam recaptadas. De outro, estimulam sua circulação.

Cognitivos ¿ pessoas que têm um padrão negativo de pensamento ¿ pessoas que são pessimistas, que se preocupam excessivamente, que têm uma auto-estima baixa ou sentem que têm pouco controle sobre os acontecimentos da vida ¿ são mais passíveis de desenvolver uma depressão.

Fatores ligados ao sexo ¿ as mulheres têm o dobro de possibilidade de desenvolver uma depressão que os homens. Isso pode estar ligado tanto aos fatores biológicos (hormonais) quanto aos culturais (o papel da mulher na nossa sociedade).

Medicamentos ¿ alguns medicamentos podem causar depressão e esse é um fator muito importante no nosso país, onde a automedicação é uma prática rotineira.

Genética ¿ os componentes genéticos da depressão ficam visíveis em famílias onde a depressão ocorre com uma freqüência elevada.

Situacionais ¿ dificuldades na vida, incluindo problemas financeiros, divórcio, morte de pessoas amadas, mudanças ou qualquer perda significativa pode contribuir para a depressão.

Co-ocorrência ¿ a depressão freqüentemente ocorre junto com certas doenças como derrame, doença cardíaca, câncer, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, diabetes e transtornos hormonais. Essa depressão é chamada co-ocorrente e é importante que ela seja tratada ao mesmo tempo que a doença física. A depressão também pode co-ocorrer em pessoas com outros problemas mentais tais como transtornos alimentares, transtornos de ansiedade incluindo a síndrome do pânico, transtorno obsessivo-complulsivo e síndrome de estresse pós-traumático. No esforço para tentar lidar com a dor emocional ocasionada pela depressão, algumas pessoas tentam se ¿automedicar¿ com o abuso de bebidas alcoólicas e drogas ilegais. Portanto, a depressão também pode co-ocorrer com o abuso de drogas ilegais e de bebidas alcoólicas.
Carlos Lyra | 11:48 | Deixe seu comentário |
Domingo, Outubro 12, 2003

quem arisca não petisca

Quando eu te vi pela primeira vez eu tive um espanto: espanto de gente que não sabe o que dizer diante de uma metáfora. Eu sorri. Eu brinquei com o vento que assoprava meu delírio naquele mamulengo instante. Ai eu pensei: esse não dá pra mim, é lindeza demais meu deus! Roí a unha e o espantalho que estava do lado esquerdo de minha guitarra...eu roí ele de tanta ins-piração. O tempo passou e uma cancãozinha foi tomando movimento em meu itinerário de gente malossombrada. Ai eu fui vendo você em todos os lugares. Na telha. Na panela de pressão. No bule de vovó. Na manteiga do pão. No ditado popular: quem arisca não petisca. Ai eu arrisquei e fiz você em meu coração desenhado com plumas e néctar! Nada podia ser mais colossal que minha alegria de peixe. Minha alegria de tamanduá. Minha alegria sem varinha de condão! O maior dos dilemas foi uma distância que arrodeou o meu carnaval de amor, pois você morava do outro lado da galáxia e vivia seu destino de trancoso no meio das franboesas. A surpresa maior foi descobrir que aquela paisagem também me queria como um sossego de orgasmo. Eu era correspondida aos delírios dos tumultuados. Li três vezes, freneticamente, Platão. Li, também, a ideologia alemã. Depois comi um pedaço de pífano e fiquei assoprando assovios de felicidades. Na verdade fiquei a pensar que viver, embora muito perigoso, como diz João, também é muito saboroso. Viver é gostoso. Viver tem um pacto com o ...e eu vivo nesta vida sem pertencer ao ... nada mais gastado de ternura do que esse amor que em mim fica azuretando a vida desenfreada. Desenfreando os segredos, que são, em geral, como um cristal no olho do duende. Um raio laser no arco-íris florescendo. Depois que o mar tomar conta do meu peito e eu encher a pia dos meus ventrículos, quiçá, eu te encontre atravessando o rio Tocantis, o rio São Francisco, o rio Tejo, o riobaldo de Guimarães... e os meus olhos ficarão Miguilin e o meu coração, parte deste poema encravado de boneca de pano, um trancilim no meio da Amazônia...vou correr atrás do cu-ru-pi-ra, do boi-ta-tá, da mu-la sem ca-be-ça...vou correr atrás de Tristão e Isolda e entregar a eles um poema de Drummond, somente.

Fanka
Fanka | 16:04 | Deixe seu comentário |
Sábado, Outubro 11, 2003
Ué, q q tá rolando, gentem??
Rony | 23:52 | Deixe seu comentário |
Sexta-feira, Outubro 10, 2003
Um musical protagonizado por quatro crianças alegres. Eles vão ao cinema assistir a um filme - não sem antes descolar uma grana para um sem-teto para comprar seus ingressos - e saem falando mais palavrões que a soma dos falados em todos os filmes de Tarantino. Assim é South Park: Maior, Melhor & Sem Cortes.

Quando o longa-metragem da série animada que virou fenômeno cult na TV chegou nos cinemas, criou um grande alvoroço na mídia em geral. Não podia ser diferente, pois nos Estados Unidos o longa recebeu a censura R-Rated, que permite que um menor só possa assistir ao filme acompanhado de um responsável. Não só por isso. Há piadas ofensivas contra negros, judeus, gays, aleijados, celebridades e autoridades de governos.

Vamos para o filme. Os quatro anjinhos - Cartman, Kyle, Stan e Kenny - vão assistir ao filme canadense chamado "Asses of Fire", que traduzindo, daria algo como "Bundas de Fogo". Este, protagonizado pelos atores Terrence e Phillip, é recheado de palavrões e flatulências. Os garotos saem do cinema com todos os palavrões na ponta da língua. Suas mães acabam descobrindo a causa da nova linguagem das crianças americanas e declaram guerra ao Canadá e capturam Terrence e Phillip para serem executados.

No outro lado do mundo, o Satã faz uma profecia que, se os atores forem executados, sua hora chagará e todos irão ser seus servos. Não acompanhado do seu novo parceiro sexual, Saddan Russein.

Entre os palavrões, temos as divertidas músicas, inclusive a "Blame Canada", que foi indicada ao Oscar de melhor canção e foi interpretada no evento por Robin Williams, numa também engraçada apresentação; CDs de Alanis Morissette serem arremessados ao fogo; reunião das Nações Unidas; show militar com Winona Rider; Stan procurando o clitóris; as aventuras do Kenny no inferno e o V-Chip implantado em Cartman.

A idéia original do filme não continha tantos palavrões. Mas quando os criadores de South Park , Mat Stone e Trey Parker, mostraram o filme para o MPAA, órgão que controla a censura dos filmes, os membros pediram para que pegassem mais leve nos palavrões. Inconformados com a advertência, eles incluiram mais palavrões, resultando no produto que conhecemos. No final, o filme levou tal censura por "conter linguagem vulgar, humor sexual grosseiro e cenas violentas". Segundo os MPAA e a mãe de um dos garotos, "Violência irracional pode, desde que não haja palavrão".
Carlos Eduardo | 18:10 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Outubro 09, 2003

por que não é possível parar o pensamento?


O cérebro humano representa 2 % do corpo humano, mas consome em torno de 20 % de energia. Por que ocorre tanto desperdício, tanto pensamento inútel?

*fichinhas aqui*
Bárbara RoMa | 00:30 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Outubro 08, 2003

"A arte é a fuga da emoção pessoal"

James Joyce


Nesta semana e em algumas que virão gostaria de fazer algumas consideraçãoes sobre o conto Eveline do escritor inglês James Joyce.
Sei que o conto tem meu nome e confesso que a princípio foi isso que chamou a minha atenção.
Depois de algum tempo cursei a disciplina literatura inglesa I na UFPB e resolvi então fazer um breve estudo dele para um trabalho.

* Antes de lerem as considerações leiam:

O conto Eveline em português
ou
O conto Eveline em inglês

O conto Eveline escrito por James Joyce é um das histórias mais curiosas que nós podemos encontrar no livro Dubliners. Pela primeira vez nós temos nesta obra um conto onde o personagem principal é uma mulher. Escrito na terceira pessoa, Eveline tem como "cenário" uma típica cidade irlandesa .
Em Eveline podemos nos deparar com muitos temas, mas o central é a escolha que Eveline tem que fazer e as conseqüências da vida.

Quando lemos Eveline, apenas imaginamos uma história simples na qual esperamos um final feliz.
Em Eveline nós podemos achar muitos elementos que são responsáveis pela construção do estado de espírito da personagem principal e por seus questionamentos sobre a vida e seus pesares.

A atmosfera nesta história é essencial para entender um pouco do mundo de Eveline, uma menina de dezenove anos que tem que aprender a lidar com os desafios da vida e absorver algumas responsabilidades designadas pelo destino.
Alguns pontos que eu quero considerar aqui são o significado de certas palavras, cores presentes no conto e falar sobre alguns símbolos que o narrador usa para construir o personagem principal. Pensando no significado destas palavras no texto, nós podemos melhor os sentimentos estado da alma de Eveline. Entendemos também melhor o enredo, a tristeza, a escuridão e a atmosfera melancólica que são apresentados nesta história.

Na próxima sema: Cores e palavras pesadas na atmosfera de Eveline

CLIQUE AQUI e saiba mais sobre James Joyce

Eveline | 22:33 | Deixe seu comentário |
Terça-feira, Outubro 07, 2003
Proposta x

Título: Citação bíblica que fala: "ao pó voltarás".

Cenário: Grande salão, com colunas de panos brancos. Palco coberto com lama.

7 Atores. Todos eles estão com máscaras iguais, com olhos, nariz e boca vazados.

As roupas só têm frente. Costas nuas. Idênticas.

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REVERBEL, Olga. Jogos teatrais na escola: atividades globais de expressão. 3 ed. Scipione: São Paulo, 1996.

Improvisação dramática: Técnica do jogo dramático pela qual o ator interpreta alguma coisa imprevista, não preparada anteriormente, inventada no momento da ação.

Improvisação espontânea: Técnica aplicada nas atividades de expressão dramática. Consiste na criação espontânea a partir de um fato, situação ou ação proposta.

Improvisação planejada: Técnica aplicada nas atividades de expressão dramática, em dois momentos: primeiro, um ou mais alunos criam uma cena a partir de um tema, situação, personagem, etc.; segundo, eles próprios elaboram um roteiro da cena, a ensaiam e a apresentam aos espectadores.

Atividades - relacionamento

1. Formas geométricas que andam: Organizar grupos de 5. Trabalho simultâneo (a forma foi mantida?).
2. Amontoado: Fazer um círculo. Fecham os olhos, emitem um som suave, e caminham devagar em direção ao centro (houve contato físico e concentração?).
3. Corridas curtas: A partir de sons definidos, aumentar ou diminuir o ritmo (até 5 minutos).
4. O modelador: Pares. Ficam frente a frente, um modela o outro, como escultor. O outro deve ficar estático, movendo-se mediante a mudança sugerida pelo modelador (invertem-se os papéis).
5. Sons harmoniosos: Dois grupos (1 executa o outro observa). O primeiro senta-se em círculo, unidos pelos ombros. Fecham os olhos e emitem um som (cada pessoa um som diferente), de forma suave. Em um determinado momento, devem unificar o som (houve variedade de som? Conseguiram emitir um único som?).
6. Eu confio: Um círculo, com pessoas, sendo que no centro, uma única, que se deixa cair, de olhos fechados, enquanto os outros a sustentam.
7. Hipnotismo: Pares. Um é o hipnotizador, enquanto que o outro, o hipnotizado. Depois invertem os papéis. Um será induzido pelo outro (até 3 minutos para a inversão).

Atividades - espontaneidade

1. Movendo pessoas: Todos começam a caminhar. O encenador diz igual a quem eles devem caminhar (macaco), depois muda. Pode acrescentar sentimentos (macaco triste, alegre), ou ainda acrescentar sensações (macaco triste e com frio, calor).
2. Animais que caminham: Todos caminham pela sala, sendo cada um animal, sem emissão de som. Em um dado momento, o encenador escolhe uma das crianças e, a partir daí, todos deverão imitá-la. Depois outra, e mais outra (o tempo será determinado a critério do encenador).
3. Marionete que caminha: Caminhar de forma diferente pela sala, como se fosse uma marionete de fios.
4. Mudando de humor: Dois grupos que se encontram em um dado local (sorveteria, igreja, escola), sendo que um grupo está o oposto do outro (triste/contente, amoroso/odioso, bem-humorado/mal-humorado). Em um dado momento, eles começam a inverter as sensações (tentar fazer a interação desses grupos).
5. Improvisação planejada: Cada criança escolhe a personagem a ser improvisada. Cada um, na sua vez, apresenta-se para a turma, devendo ele passar quem é, o que faz, e para aonde vai (quem é - uma criança; o que faz - pede esmolas; para aonde vai - levar o dinheiro para casa).
6. Improvisação planejada: Definir vários ambientes (igreja, escola, qualquer cômodo da casa). Distribuir a turma nestes ambientes. Devem improvisar personagens, com falas, nestes ambientes.
7. O elevador: Quadro medindo 1 x 1, no chão. O aluno carrega caixas fictícias em ambos os braços. Apertar os botões, só com os cotovelos. A porta externa do elevador deverá ser puxada de uma forma. E para sair?
8. O equilibrista: Andar em uma linha imaginária.
9. Radionovela: Grupos de 5. Cada grupo cria uma cena. Sentam-se nas carteiras, de forma enfileirada. Devem fazer os sons, além das falas das personagens.
10. Embalado: Alunos fazem uma cama com os braços. Um outro se deixa cair sobre os braços dos primeiros, que o embalam. O ritmo pode variar a partir de um gesto executado pelo encenador.
11. Pantomima: Grupos de 4 alunos. Eles criarão uma história. Um deles narrará, enquanto os demais encenarão a narração.
12. E agora?: Grupos de 10 pessoas. Em círculo, sentadas. A partir de uma criança, inicia-se a construção de uma história (de forma oral), que é complementada pelas que a sucedem, até que a última conclua a história. Num segundo momento ela será encenada.

Atividades - imaginação

1. Forças da natureza: Andam pela sala, em todas as direções. O encenador avisa que eles serão expostos às forças da natureza. Quando quiser dizer, por exemplo, ¿começa a nevar, o chão está escorregadio¿; ¿tempestade de areia¿; ¿vento forte vindo da esquerda¿.
2. Onde estou? Em que época?: Forme grupos. Devem criar uma cena, muda ou falada, passada em local e tempo inusitados (marte, no ano 4006).
3. Narrando histórias curtas: Grupos de 10 alunos. Cada grupo cria uma história, até 10 minutos, com começo, meio e fim. Devem planejar a sonoplastia e cenário, a partir do material disponibilizado pelo professor. Apresentam na sala de aula.
4. História com três sons e três elementos cênicos: Divida a turma em grupos. Que improvisem uma história com os elementos disponibilizados (os mesmos sons e elementos cênicos).

Atividades - observação

1. A visita: escolha um local a ser visitado na semana, para que eles possam observá-lo com detalhes. Chegando à sala, devem relatar o que viram. Depois, com o corpo, construir o local. Após, improvisar uma cena no local visitado/construído.
2. O imitador: Grupo de seis pessoas. O restante observa. Depois há a troca. Cinco dos escolhidos vão para fora da sala. O que fica deve fazer uma pose. Entra o primeiro, observa e ocupa o lugar dele. É assim, até a entrada do último. Feita a última pose, o primeiro dos seis deverá repetir a pose inicial.
3. Muda aqui, muda ali: Dois grupos ficam em linha. Em duplas, um na frente do outro. Define-se quem observa primeiro. Depois de um tempo estipulado, quem observou se vira. O observado muda alguma coisa (até 3) do lugar (brinco, pulseira, cabelo, manga da camisa). Viram novamente e tentam descobrir o que mudou. Alternam-se os observadores.
4. Arca de Noé: Dividir a turma em dois grupos. Distribuir papéis de animais, sendo que cada qual tenha seu par (um macaco, uma macaca). Devem encenar sem emissão de som, descobrir sua parceira para ficarem juntos.
5. Realidade e representação: Grupos de 10. Distribua nomes de locais existentes na comunidade. Devem representar esse local com o corpo, com ou sem movimento. Feita a representação, deve-se debater para observar quais aspectos da realidade não apareceram. Repete-se a encenação, agora acrescentando os aspectos levantados. Após, o encenador deve propor a visitação dos locais distribuídos. Depois das visitas, os alunos devem encenar como de fato viram.
6. Cenas do cotidiano: Ficar em silêncio e lembrar as atitudes e movimentos na hora de acordar (exemplo). Após, cada um, na sua vez, vai encenar sua maneira de acordar.

Atividades - percepção

1. Um objeto, várias visões: Uma dupla. O encenador disponibiliza um objeto para a dupla, que o observa no transcurso de 30 segundos. Terminado o tempo, ambos fecham os olhos. Cada um deles, a seu tempo, descreverá o objeto. Ao final, a turma ajuda a descrevê-lo.
2. A sombra. Caminham pela sala. Cada um deverá imaginar de onde vem um foco de luz. A sombra de cada um é projetada no chão. Ela deverá ser observada enquanto se anda. Caso alguém pise na sombra de alguém, esse alguém deverá ficar estático. Termina a dinâmica quando a maior parte da turma estiver parada.
3. Caminhar com dificuldades: Caminhar normal. Depois, sugerindo estarem amarrados. Deitados, de bruços, se locomovem com as mãos. Deitados, se locomovem só com os braços. Deitados, se locomovem só com o tronco.
4. O equilibrista: Grupos de 5 pessoas. O grupo deve caminhar imaginando estar equilibrando objetos sugeridos pelo encenador, em voz baixa, para que ninguém perceba. Param. Os demais devem falar quais objetos e suas características.
5. Sendo: Cada um, na sua vez, imita alguém da comunidade, conhecido por todos (ou maioria). Todos tentam adivinhar. Revezam-se até que todos participem. Sons podem ser utilizados.
Marconcine | 23:54 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Outubro 06, 2003
A diferença entre tristeza e depressão

É necessário saber diferenciar a tristeza da depressão. É normal que uma pessoa experimente sentimentos de tristeza em alguns momentos da vida (por exemplo: morte de uma pessoa querida, divórcio, perda de trabalho, perda de saúde, mudança, etc.) A depressão, por sua vez, é uma alteração muito mais grave do humor e pode causar danos enormes à pessoa acometida As relações interpessoais ficam muito comprometidas e podem levar a separações conjugais, perdas de relacionamentos com pessoas significativas em ligações de amizade ou profissionais. A capacidade de produzir fica também muito afetada.
Alguns dos sintomas da depressão são os seguintes:
· tristeza prolongada, ¿sensação de vazio¿ e ataques de choro sem explicação;
· dormir muito pouco ou dormir demasiado;
· perda de apetite e de peso ou aumento de apetite e de peso;
· perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram prazerosas;
· inquietação ou irritabilidade;
· sintomas físicos persistentes que não respondem ao tratamento (como dor de cabeça, dor crônica, prisão de ventre e outras alterações digestivas);
· dificuldades para concentrar-se, recordar ou tomar decisões;
· fadiga ou perda de energia;
· sentimento de culpa, de desesperança ou inutilidade;
· pensamentos recorrentes sobre a morte ou suicídio;
· diminuição da libido e fuga de qualquer contato sexual.
Carlos Lyra | 19:33 | Deixe seu comentário |
Domingo, Outubro 05, 2003
URCA: 18 DE JULHO

Foi no 18 de julho
Início da madrugada
Em que se deu o esbulho
Da brava rapaziada
O feitor mandou chamar
Polícia para espancar
Quem não aceita a jogada

Chegou a tropa de choque
E o camburão do GATE
Policial em magote
Deram seu xeque-mate
A violência espalhou
E o ditador entrou
Conforme narra este vate

Entrou com o aparato
De repressão do estado
Era seu desiderato
Deixar o povo acanhado
Armas, bombas e escudos
Cacetetes e coturno
Iniciam seu reinado

Era alta madrugada
Estudantes a dormir
Mestres davam cochiladas
Ninguém ousou reagir
Covardemente os soldados
Qual miquinhos adestrados
Mandavam todos sair

Era um ato de cinema
Encapuzados gritando
Um soldado teve pena
Pois também era formando
Disse: ¿to cumprindo ordem,
Alguns latem outros mordem¿
Foi logo nos avisando

Os estudantes saiam
Com os braços levantados
Os soldados os seguiam
Todos fortemente armados
Registravam o que convinha
Tomavam tudo o que tinha
Tudo foi dilapidado

Quem por ventura passasse
Ali na ocasião
Não duvido que pensasse
Que só havia ladrão
Marginal, estuprador
Latrocida, malfeitor
Traficante e charlatão

Isto pela quantidade
De policias presentes
Dada a atipicidade
Do grupo de insurgentes
Todos são gente do bem
Valores que a URCA tem
Democratas conscientes
Estavam a defender
O dito na eleição
Ousaram fazer valer
A recente decisão
De que fosse empossado
O que fosse mais votado
Esta é a grande questão

A história vai lembrar
Do dia que a URCA viu
Um ditador desmanchar
Tudo o que se construiu
Um sonho acalentado
De há muito cultivado
Que a força demoliu

Depredou-se a esperança
Danificou-se a utopia
Trincou-se a confiança
Apagou-se a luz do dia
Pichou-se o resultado
Do certame perpetrado
Na manhã daquele dia

Memorável é esta data
Por tudo que ela encerra
Deverá constar em ata
Dado o teor da guerra:
Golpe na democracia
Viola a autonomia
Aqui no sopé da serra!

Vê-se, pois, um jogo sujo
Onde tudo é normal
Onde uns gritam: menos mau
Muitos se rendem ao rei
Justificam: é a lei
Quem resiste leva pau

O jogo de que vos falo
E o jogo do poder
Os meus olhos arregalo
Para melhor poder ver
Vislumbro muito desmando
Um ditador no comando
Escreve porém não lê

Após seus 16 anos
A URCA elege um reitor
Toma posse (por engano?)
Um anão interventor
Fantoche da burguesia
Lesou a democracia
Demagogo, usurpador

Por ato de um governo
Que não respeita eleição
Que pratica o desgoverno
Que usa a educação
Que fala em cidadania
Mas só põe na reitoria
Quem reza a sua lição

Acompanhado de seres
Expurgados daqui,dantes
Uns descumpriam deveres
¿Paranóias delirantes¿
Cada um tem um passado
Onde fora investigado
Hoje são investigantes

Os chefes que te ajudam
Se gritar não fica um
Pois todos que te saúdam
Não o fazem em jejum
És qual um Ali-babá
Há quarenta a te esperar
Nesta lata de atum
Chegaste qual general
Devastando todo mundo
Julgando-se maioral
Com teu projeto imundo
Mas só conseguiu entrar
Pela força militar
Que de ti zomba, no fundo

Rejeitado imensamente
Derrotado no certame
Se julgado inteligente
Ainda há quem te chame
Nesta terra de doutor
Magnífico reitor
Quem morreu talvez te ame

Pensando que esmagava
O sonho estudantil
Ou então silenciava
A quem você perseguiu
¿oi nois aqui ôtra veiz¿
dando cotoco a vocês
como o pro-reitor agiu

Trazemos pros estudantes
Notícias de sua história
E de seus acompanhantes
O que guarda a memória
Desmantelo e confusão
Muita esculhambação
Nessa sua trajetória

Só de irregularidades
Se enche um caminhão
Sem contar as investidas
Desta tua mal gestão
As demissões imorais
E decisões ilegais
Mostram tua intenção

Falava em novos tempos
E trás à baila impostores
Gente que dá nó no vento
E posam de educadores
A forma que tu entraste
Revela quem te mandaste
E quem são teus assessores

Alguns que a ti veneram
São urubus na carniça
Nem se quer te consideram
Estão ai por cobiça
Se vendem por um real
Iguais a ti, desleal
Choram quando vão à missa

Vêde as verbas desviadas
Falta de licitações
Teu governo é uma piada
Faltam muitas demissões?
Quantos hás de perseguir?
Ninguém irá reagir?
Pergunto aos meus botões...

Te prepara forasteiro
Que a alma dos Kariris
Há de te tanger primeiro
Que brotem novos pequis
Se um comparsa te acunha
É só de leve a unha
Do que se guardam pra ti

Hás de provar, com certeza
Do teu veneno mortífero
Esta tua esperteza
É qual um germe prolífero
Nada no mundo é eterno
Guarda o teu belo terno
Nem sempre serás mamífero

Com a polícia entraste
Com ela podes sair
A vida é de contraste
Quem chora também sorri
Tudo o que sobe desce
Tudo que é novo envelhece
Etecetera e zefeni

Faço este verso irado
Qual o Boca do Inferno
Digo o que tá entalado
Talvez não seja moderno
Mando ao Bêrrêtiçôrrô
A Jurandy professor
Pras Letras mais um caderno

Assino a minha obra
Pois sei dar valor a ela
É o mínimo que se cobra
De quem escreve a novela
Nunca usei pseudônimo
Aqui relato o antônimo
Do que contém na panela

Dedico este cordel
A quem constrói esta Casa
Coloco neste papel
O meu poema em brasa
Gente forte, corajosa
Dedicada, vontadosa
Quem luta nunca se atrasa

Por derradeiro concito
A todos a brindar o dia
Em que ficou mais que dito
Que a polícia invadia
Por ordem do interventor
Com aval do governador
O sonho de quem dormia

Um brinde à resistência
Ao que se chama utopia
À palavra consciência
Também à democracia
Viva o 18 de julho
Dia de muito barulho
Pela nossa autonomia.


Autora: Salete Maria da Silva, brasileira, advogada, professora universitária, mestre em direito público, militante dos direitos humanos, comunista, participante do movimento pela autonomia universitária.
Creio não sei mais necessário fazer comentários...o cordel de Salete Maria retrata muito bem a luta dos professores e estudantes, na Universidade Regional do Cariri, URCA/CE, quando empossaram (à força) um reitor que não foi eleito pela comunidade acadêmica. Salete, seus versos são a força de nossa luta! Parabéns pela obra!
Fanka | 12:42 | Deixe seu comentário |
Sábado, Outubro 04, 2003
Boa noite, meus queridos. Hoje teremos na nossa " Galeria dos Espinafrados"
Rony | 18:54 | Deixe seu comentário |
Sexta-feira, Outubro 03, 2003

Fonte: http://www.festivaldorio.com.br

Acontece o Festival do Rio, maior evento de cinema da Amárica Latina. Durante a última semana de setembro até começo de outubro serão apresentados 300 filmes, dentro de um circuito com 20 mostras. Première Brasil, Première América Latina e Panorama Mundial. Mundo Gay e Midnight Movies; Expectativa e Geração Futura. E ainda, todo ano um país é colocado em foco, essa é a vez da Itália. Há também retrospectivas para homenagear nomes do cinema nacional e internacional. São trinta salas de cinema participantes, além de lonas montadas na Zona Norte e Praia de Copacabana.

Além disso, o hotel Copacabana Palace abriga o Rio Seminars e o Rio Screenings. Lá acontecerão discussões sobre o cinema brasileiro hoje e as formas para o seu desenvolvimento. Contaremos também com a presença de profissionais internacionais, que apresentarão estratégias utilizadas para a execução de uma produção. E nos bastidores haverá a exibição de obras em desenvolvimento.


Aqui no Nordeste não acontece dessas coisas. Principalmente aqui em João Pessoa. Mas, como ainda há uma luz no fim do túnel, daqui a algumas semanas irá acontecer em João Pessoa o FENART, o Festival Nacional de Artes, que rola muitos filmes e curtas também, shows artísticos, teatro, dança, música, literatura, artes plásticas... Bem, tudo de bom que a arte é capaz de nos mostrar.
Carlos Eduardo | 21:29 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Outubro 02, 2003


É, pessoal...

Eu tinha quinze anos e quinze reais no bolso quando entrei no Sebo da Praça
e comprei O Mundo de Sofia. Um ano depois, pré-vestibular, a opção para UFRN tava decidida: Filosofia. Alguma relação? repare que os para-choques de caminhão são sensatos: um livro pode mudar uma vida.

Jostein Gaarder culpado ou não, entrei no curso de Filosofia com a curiosidade de alguma coisa muito curiosa. Desorientada feito Alice, ia procurar o país das maravilhas que eu vislumbrava. O que eu encontrei?

Bem, faltando três semestres pra conclusão do negócio, posso sim emitir saldo positivo. Porque uma só disciplina boa cobre três ruins. Um professor foda compensa três enchedores de lingüiça. Um texto excitante vale por todos nada-a-ver. A pessoa se adentrar num universo que não simpatiza pra obter pontos, notas, é o pedágio. Ler milhões de letrinhas, perder uma noite de sono na companhia de um filósofo ou corrente filosófica que o cérebro fica martelando que num presta que é ruim que páre logo de ler essa merda não é nada agradável. Mas por outro lado, sabe? aparece (aparece sim, o leque é extenso) em outro texto uma idéia, um pensamento, uma coisa que tabela dentro da gente.. aí é uma farra só. Com direito a coração batendo forte. E se empenho e sorte forem consideráveis, surgirá porventura uma nota máxima dizendo olhe aí, olhe aí... e pra fazer a gente esquecer do ônibus lotado e de outros probleminhas. (consultar making of)

Mas, o mais engraçado são as respostas que a gente ouve quando respondemos que cursamos Filosofia. É indivíduo que pergunta o que é e pra quê é (essas foram meus pais os primeiro da fila), se é pra estudar cadáver, pra virar intelectual, hippie, vagabundo (essa o povo é até agradável... deixa só no pensamento) Já me perguntaram se eu tinha juízo. Se tinha me enganado na hora da inscrição. vou começar a anotar.

Ora. mais. por quê?. por quê?!?.

Porque sim, viu.

É uma questão de checagem do pensamento humano desde, desde. Saber do que imaginavam, o que escreviam, catalogar movimento de neurônio de tempo e tempos. Até hoje. O curso de filosofia pra ajudar no mergulho e vontade de mergulhar.



(making of: greve, trabalho em grupo, apresentar na frente, professor que falta, professor fela da puta, professor metido a bam-bam-bam, lorotagem de gente bossal ---estão por toda parte, mudando só a roupa--- corredores inertes, discplinas de educação---pra no caso de Licenciatura--- fora a saudade de ler uma obra literária e não apenas e sempre as obras filosóficas. Porque tudo demais cansa e vamos mudar de assunto pq estou de férias e quero saber é de Guimarães Rosa)

Bárbara RoMa | 00:42 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Outubro 01, 2003



Que Clarice fale por mim esta noite...


A Lucidez Perigosa


Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.

Clarice Lispector



Eveline | 22:57 | Deixe seu comentário |