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Patativa do Assaré Xilogravura de Francorli, Juazeiro do Norte

Sonhos Claudia Alexandra, portuguesa.

Banho de Lua Claudia Alexandra, portuguesa.
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| Sexta-feira, Janeiro 30, 2004 |
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Indicados ao Oscar
Hoje, as 11h25 (horário de Brasília), foram divulgados os filmes que irão concorrer ao Oscar deste ano. O prêmio, que está em sua 76ª edição irá acontecer no dia 29 de fevereiro, em Los Angeles.
Como não havia dúvidas, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei dominou as indicações, recebendo o total de 11, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para Peter Jackson, Melhor Roteiro Adaptado, uma tonelada de indicações para prêmios técnicos, incluindo mais um para Melhor Canção. Mestre dos Mares segue de perto com 10 indicações, enquanto Cold Mountain e Seabiscuit acarretaram sete cada. Cold Mountain, entretanto, ficou de fora das categorias principais, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção, recebendo somente indicações de Melhor Ator para Jude Law e Melhor Atriz Coadjuvante para Renée Zellweger (esse ano não, Nicole). Uma surpresa, já que o filme estava sendo apontado favorito para receber o prêmio de Melhor Filme. E algumas indicações já previstas foram anunciadas (Charlize Theron, Bill Murray, Diane Keaton), e a animação que quebrou alguns recordes de bilheteria, Procurando Nemo, como Melhor Filme de Animação.
E se no ano passado, reclamávamos da ausência de Cidade de Deus nos indicados ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro, este ano não podemos reclamar. O filme de Zé Pequeno e Cia. levou 4 indicações! O filme concorre ao prêmio de Melhor diretor para Fernando Meirelles, como também Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Edição. Ora, se o filme é tão bom assim, por que não foi indicado no ano passado, quando suas chances de concorrer a Melhor Filme Estrangeiro eram maiores? Porque a Academia não poderia ignorar o sucesso do filme brasileiro, que conquistou o público e a crítica internacional. Mas se esse ano é mais difícil levar o prêmio, as indicações pelo menos valeram a pena. Assim mostra que entre Cassetas e Planetas e entre tantos duendes e dupla de cantores mirins, o cinema brasileiro continua em ascensão. E tem mais gente: Gone Nutty indicado ao Melhor Curta-Metragem de Animação, foi dirigido por Carlos Saldanha, brasileiro o co-diretor de A Era do Gelo. trata-se de A Aventura Perdida de Scrat que está estras do DVD do longa animado. Vamos torcer também.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 29 de fevereiro no Kodak Theatre, em Hollywood. As 22h00 (horário de Brasília).
Melhor Filme
» Encontros e Desencontros (Focus Features)
» Mestre dos Mares (Fox/Miramax/Universal)
» O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (New Line)
» Sobre Meninos e Lobos (Warner Bros.)
» Alma de Herói (DreamWorks/Universal)
Melhor Direção
» Clint Eastwood, Sobre Meninos e Lobos
» Fernando Meirelles, Cidade de Deus
» Peter Jackson, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
» Peter Weir, Mestre dos Mares
» Sofia Coppola, Encontros e Desencontros
Melhor Ator
» Bill Murray, Encontros e Desencontros
» Sean Penn, Sobre Meninos e Lobos
» Johnny Depp, Piratas do Caribe
» Ben Kingsley, House of Sand and Fog
» Jude Law, Cold Mountain
Melhor Ator Coadjuvante
» Alec Baldwin, The Cooler
» Benicio Del Toro, 21 Gramas
» Djimon Hounsou, Terra de Sonhos
» Tim Robbins, Sobre Meninos e Lobos
» Ken Watanabe, O Último Samurai
Melhor Atriz
» Keisha Castle-Hughes, Encantadora de Baleias
» Charlize Theron, Monster
» Diane Keaton, Alguém Tem que Ceder
» Naomi Watts, 21 Gramas
» Samantha Morton, Terra de Sonhos
Melhor Atriz Coadjuvante
» Holly Hunter, Aos Treze
» Marcia Gay Harden, Sobre Meninos e Lobos
» Patricia Clarkson, Do Jeito que Ela É
» Shohreh Aghdashloo, House of Sand and Fog
» Renée Zellweger, Cold Mountain
Melhor Filme De Animação
» Irmão Urso (Disney)
» Procurando Nemo (Disney)
» The Triplets of Belleville (Sony)
Melhor Direção De Arte
» Alma de Herói
» Girl With a Pearl Earring
» Mestre dos Mares
» O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
» O Último Samurai
Melhor Fotografia
» Alma de Herói
» Cidade de Deus
» Cold Mountain
» Girl With a Pearl Earring
» Mestre dos Mares
Melhor Figurino
» Alma de Herói
» Girl With a Pearl Earring
» Mestre dos Mares
» O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
» O Último Samurai
Melhor Edição
» Alma de Herói
» Cidade de Deus
» Cold Mountain
» Mestre dos Mares
» O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Melhor Maquiagem
» Mestre dos Mares
» Piratas do Caribe
» O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Melhores Efeitos Visuais
» Mestre dos Mares
» Piratas do Caribe
» O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Melhor Trilha Sonora Original
» Danny Elfman, Peixe Grande
» Gabriel Yared, Cold Mountain
» James Horner, House of Sand and Fog
» Howard Shore, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
» Thomas Newman, Procurando Nemo
Melhor Canção Feita Para Um Filme
» "Into the West" - Annie Lennox, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
» "A Kiss at the End of the Rainbow" - Michael McKean e Annette O`Toole, A Mighty Wind
» "Scarlet Tide" - T Bone Burnett e Elvis Costello, Cold Mountain
» "The Triplets of Belleville" - Benoit Charest e Sylvian Chomet, The Triplets of Belleville
» "You Will Be My Own True Love" - Sting, Cold Mountain
Melhor Som
» Alma de Herói
» Mestre dos Mares
» Piratas do Caribe
» O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
» O Último Samurai
Melhor Edição De Som
» Mestre dos Mares
» Piratas do Caribe
» Procurando Nemo
Melhor Roteiro Adaptado
» Braulio Mantovani, Cidade de Deus
» Brian Helgeland, Sobre Meninos e Lobos
» Fran Walsh, Peter Jackson, Philippa Boyens, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
» Gary Ross, Alma de Herói
» Shari Springer Berman, Robert Pulcini, Anti-herói Americano
Melhor Roteiro Original
» Andrew Stanton, Procurando Nemo
» Denys Arcand, As Invasões Bárbaras
» Jim Sheridan, Kirsten Sheridan, Naomi Sheridan, Terra de Sonhos
» Sofia Coppola, Encontros e Desencontros
» Stephen Knight, Coisas Belas e Sujas
Melhor Filme Estrangeiro
» As Invasões Bárbaras (Canadá)
» Evil (Suécia)
» The Twlight Samurai (Japão)
» Twin Sisters (Holanda)
» Zelari (República Tcheca)
Melhor Documentário
» Balseros
» Capturing the Friedmans
» Sob a Névoa da Guerra
» My Architect
» The Weather Underground
Melhor Documentário Em Curta-Metragem
» Asylum
» Chernobyl Heart
» Ferry Tales
Melhor Curta-Metragem
» Die Rote Jacke
» Most
» Squash
» (A) Torzija
» Two Soldiers
Melhor Curta-Metragem De Animação
» Boundin`
» Destino
» Gone Nutty
» Harvie Krumpet
» Nibbles
Correndo pela outra ponta...
Criado em 1980 pelo cínico e cinemaníaco - segundo o próprio site oficial - John Wilson, o Razzie Awards (ou Troféu Framboesa) é uma premiação (talvez esse não seja o nome apropriado) paras os piores filmes do ano. Assim como a Academia de Artes Cinematográficas realiza com a entrega do Oscar, o Razzie Awards seleciona os filmes mais bombardeados pela crítica e os elegem como os piores do ano. Mas, assim como acontece com os Oscar's, é claro que há injustiças com muitos filmes. Mas cinema é diversão, não é mesmo? E para quem não leva tudo a sério, vai receber o prêmio, como Paul Verhoeven, único diretor a ir a cerimônia e receber o prêmio de pior ditretor por Show Girls. Esse é gente fina. Eis os indicados:
Pior Filme
» O Gato
» As Panteras Detonando
» From Justin to Kelly
» Contato de Risco
» The Real Cancun
Pior Ator
» Ben Affleck (Demolidor, Contato de Risco e Paycheck)
» Cuba Gooding Jr. (Cruzeiro das Loucas, Fighting Temptations e Radio)
» Justin Guarini (From Justin to Kelly)
» Ashton Kutcher (Papai Batuta, Recém-casados e A Filha do Chefe)
» Mike Myers (O Gato)
Pior Atriz
» Drew Barrymore (As Panteras Detonando e Duplex)
» Cameron Diaz (As Panteras Detonando)
» Kelly Clarkson (From Justin to Kelly)
» Angelina Jolie (Amor Sem Fronteiras e Tomb Raider: A Origem da Vida)
» Jennifer Lopez (Contato de Risco)
Pior Ator Coadjuvante
» Anthony Anderson (Canguru Jack)
» Alec Baldwin (O Gato)
» Al Pacino (Contrato de Risco)
» Sylvester Stallone (Pequenos Espiões 3D)
» Christopher Walken (Contato de Risco e Canguru Jack)
Pior Atriz Coadjuvante
» Lanie Kazan (Contato de Risco)
» Demi Moore (As Panteras Detonando)
» Kelly Preston (O Gato)
» Brittany Murphy (Recém-Casados)
» Tara Reid (A Filha do Chefe)
Pior Casal em Cena
» Ben Affleck & Jennifer Lopez (Contato de Risco)
» Eric Christian Olsen & Derek Richardson (Débi e Lóide 2)
» Justin Guarini & Kelly Clarkson (From Justin to Kelly)
» Ashton Kutcher & Hilary Duff (Papai Batuta), Brittany Murphy (Recém-Casados) e Tara Reid (A Filha do Chefe)
» Mike Myers & pense em uma ou duas (O Gato)
Pior desculpa para um filme (conceitual, sem conteúdo)
» Mais Velozes e Mais Furiosos
» As Panteras Detonando
» O Gato
» From Justin to Kelly
» The Real Cancun
Pior remake ou sequência
» Mais Velozes e Mais Furiosos
» As Panteras Detonando
» Débi e Lóide 2
» From Justin to Kelly
» O Massacre da Serra Elétrica
Pior Diretor
» Martin Brest (Contato de Risco)
» Robert Iscove (From Justin to Kelly)
» Mort Nathan (Cruzeiros das Loucas)
» The Wachowski Brothers (Matrix Reloaded e Matrix Revolutions)
» Bo Welch (O Gato)
Pior Roteiro
» O Gato, de Alec Berg, David Mandel e Jeff Schaffer
» As Panteras Detonando, de John August e Cormac & Marianne Wibberley
» Débi e Lóide 2, de Robert Brener e Troy Miller
» From Justin to Kelly, de Kim Fuller
» Contato de Risco, de Martin Brest
Indicações por filme
Contato de Risco: 9
O Gato: 8
From Justin to Kelly: 8
As Panteras Detonando: 7
Cruzeiro das Loucas, Debi e Lóide 2, Recém-Casados, A Filha do Chefe, The Real Cancun: 2 cada.
Fontes: Cine Click, Razzie Awards, IMDb, Cinema em Cena. |
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| Quinta-feira, Janeiro 29, 2004 |
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a busca, o achado
cabeças enfileiradas debaixo dos meus patins. Eu, por sobre pitaqueiros, filósofos, teóricos, proprietários de palavras, dois bilhões ou mais,
deslizo, izo, izo
patins, cabeças, patins, cabeças.
e em meio a tanto deslizes,
vrum-vrum, vrum-vrum, SSS-SSS, SSS-SSS
uma plaquinha-letras-miúdas:
patinai, oh, mortais, patinai.
- nada mais.
:a verdade, verdade ira
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Literatura, amo-te literalmente...
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| Sexta-feira, Janeiro 23, 2004 |
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"O mundo está mudando. Eu sinto na água. Eu sinto na terra. Eu farejo, no ar. Muita coisa do que era antes, se perdeu. Pois aqueles que agora vivem, não se lembram."
"Tudo começou quando os grandes anéis doram forjados. Três anéis foram dados aos Elfos, imortais, os mais sábios e justos de todas as raças. Sete foram dados aos nobres Anões. Grandes mineradores e artesãos das cavernas nas montanhas. E nove, nove anéis foram dados à raça dos Homens, que acima de tudo, desejavam o poder. E em todos os anéis estavam a força e a vontade para governar sua raça."
"Mas todos foram enganados, pois um outro anel foi feito..."
"Nas terras de Mordor, nas chamas da Montanha da Perdição, o Senhor do Escuro, Sauron, forjou em segredo O Anel Mestre, para controlar todos os demais. E neste anel, ele colocou sua crueldade, sua malícia e seu desejo de dominar todas as raças."
"Um Anel para a todos governar"
"Um por um, os povos livres da Terra-Média caíram sobre o domínio do anel. Mas houve aqueles que resistiram."
"A última aliança entre Homens e Elfos marchou contra os exércitos de Mordor. E aos pés da Montanha da Perdição eles lutaram pela liberdade da Terra-Média. A vitória estava próxima, mas o poder do Anel não podia ser ignorado."
"E foi naquele momento, quando toda a esperança parecia desaparecer, que Isildur, filho do Rei, tomou a espada de seu pai. E Sauron, o inimigo dos povos da Terra-Média foi derrotado."
"O Anel passou para Isildur, que teve a chance de destruir o mal para sempre. Mas o coração dos homens é facilmente corrompido. E o Anel do Poder tem vontade própria. Ele traiu Isildur, conduzindo-o à Morte. E o que não deveria ser esquecido, se perdeu."
"A história se tornou lenda, a lenda se tornou mito, e por 2.500 anos, o Anel ficou perdido. E então quando houve a chance, ele seduziu um novo portador. O Anel foi encontrado pela criatura Gollum, que o levou para as profundezas das Montanhas da Névoa. E lá, ele o consumiu. O Anel deu a Gollum uma vida longa e não natural. E por quinhentos anos ele envenenou sua mente. E na escuridão da caverna de Gollum, ele esperava."
"Nesse meio tempo, a Escuridão retornava ao mundo. Cresciam rumores a respeito de uma Sombra no leste. Murmúrios de um terror sem nome. E o Anel do Poder decidiu que era hora de partir. Ele abandonou Gollum, mas algo aconteceu que o o Anel não havia previsto. Ele foi achado pela mais improvável das criaturas imagináveis. um Hobbit! Bilbo Bolseiro, do Condado."
"Está próximo o tempo em que os hobbits determinarão o futuro de todos..."
Quando estas palavras estavam sido ditas por Galadriel, em O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, há aproximadamente dois anos atrás, a obra escrita por J.R.R. Tolkien no século 20 ganhava vida pelas mãos do diretor Peter Jackson.
A Terra-Média encantou a todos. Principalmente a beleza do Condado. Peter Jackson consegiui levar às telas a fraternidade dos hobbits e o carisma de Gandalf. É difícil imaginar o mago sem estar na pele de Ian McKellen. As colinas, as montanhas, o relevo, o clima. Está tudo lá, em uma adaptação perfeita.
Na última luta travada com o Senhor do Escuro, podemos ver as espadas sendo desembainhadas e flechas rasgando ar enquanto a câmera flutua vertiginosamente sobre o campo de batalha mostrando a imensidão de homens, elfos e orcs. E então Sauron aparece, usando o Um Anel.
Depois dessa introdução, somos levados ao Condado. A festa muito esperada, o último aniversário de Bilbo antes de ir para Valfenda. A forte briga pelo porte do Um Anel começa nas mãos de Bilbo, que reluta em deixá-lo para seu sobrinho Frodo. Gandalf, descobrindo a origem do Anel, busca ajuda em Isengard, consultando Saruman, o Branco. Chefe dos Conselho dos Magos. Este deseja o Anel para si, e se junta a Sauron para juntos dominarem a Terra-Média.
Enquanto isso Frodo, junto com seus amigos Sam, Merry e Pipin, encontram o guardião Passolargo, que os acompanham até Valfenda, mas sem antes se confrontar com os Espectros do Anel. Os seguidores de Sauron. Antigos reis dos homens que se tornaram escravos pelo poder do Um. Espalhando o medo e a escuridão no formato de cavaleiros negros.
Em Valfenda, no Conselho de Elrond, podemos ver os membros da Comitiva. Personagens que só viviam em nossa imaginação e há tanto tempo conhecidos que parecem velhos amigos. Depois de muita discussão sobre o destino do Anel, Frodo se habilita a levá-lo a Mordor, para lá, destruí-lo na Fenda da Perdição, local onde foi forjado.
A caminho do seu destino, a Comitiva percorre diversos relevos da Terra-Média, onde Jackson nos apresenta belas paisagens, até entrarmos no castelo dos anões, localizado nas cavernas das montanhas. Moria é seu nome. Lá Jackson mantém suspense a aparição dos orcs e também de um Balrog, demônio da Antiga Era, criado por Morgoth, primeiro Senhor do Escuro. A trilha sonora, com batidas e coros graves, mantem a respiração presa.
Após Gandalf lutar contra este poder das trevas, a comitiva segue para a floresta de Lórien, reino de Galadriel, elfa que vive desde os dias de bem aventurança de Valinor, junto com os Poderes do Mundo. Depois de uma hospedagem rápida, a Comitiva segue viagem pelo Grande Rio, e quando desembarcam, a Sociedade se rompe, deixando o resto da história para os capítulos seguintes.
A luta para vencer o mal uniu os diversos povos da Terra-Média. Homens, elfos, anões, hobbits e magos para um único objetivo. Um mundo de magia e beleza nasceu dos livros. Efeitos especiais viraram apenas acessórios, e não parte da história. E uma hova história de cinema estava apenas começando. |
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| Quinta-feira, Janeiro 22, 2004 |
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F.I.L.O.S.O.F.I.A
Chegue, Aurélio, menino:
[Do gr. philosophía, 'amor à sabedoria'.]
S. f. Filos.
1. Estudo que se caracteriza pela intenção de ampliar incessantemente a compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade, quer pela busca da realidade capaz de abranger todas as outras, o Ser (ora 'realidade suprema', ora 'causa primeira', ora 'fim último', ora 'absoluto', 'espírito', 'matéria', etc.), quer pela definição do instrumento capaz de apreender a realidade, o pensamento (as respostas às perguntas: que é a razão? o conhecimento? a consciência? a reflexão? que é explicar? provar? que é uma causa? um fundamento? uma lei? um princípio? etc.), tornando-se o homem tema inevitável de consideração. Ao longo da sua história, em razão da preeminência que cada filósofo atribua a qualquer daqueles temas, o pensamento filosófico vem-se cristalizando em sistemas, cada um deles uma nova definição da filosofia.
2. Conjunto de estudos ou de considerações que tendem a reunir uma ordem determinada de conhecimentos (que expressamente limita seu campo de pesquisa, p. ex., à natureza, ou à sociedade, ou à história, ou a relações numéricas, etc.) em um número reduzido de princípios que lhe servem de fundamento e lhe restringem o alcance:
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7. Razão; sabedoria:
8. Bras. Pop. Modo de pensar:
---------etc.----------- |
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Oi gente, cá estou de volta depois de um longo recesso. Desta vez, pularei a parte das desculpas e exposições de motivos - afinal, rotina nunca foi o meu forte mesmo... Aliás, rotina é um dos nossos assuntos de hoje. No melhor estilo Márcia Goldsmith:
"Rotina e prazer: combinação possível?".
A idéia do tema me ocorreu, em parte, por um problema circunstancial, e por que não dizer, existencial: para mim, é sempre muito complicado conviver com atividades que exijam um esforço repetitivo. Talvez, de certo modo, este esteja sendo o meu problema junto ao Se7e Causas: a vinculação a algo obrigatório, compulsoriamente semanal, e sempre atrelado a um tema específico.
Acredito que, a esta altura do texto, os mais ligados à Psicanálise já estejam me analisando loucamente, e se seguiram a já cacarequética linha freudiana, estão utilizando a teoria do princípio do prazer vs princípio da realidade, que, como os próprios nomes sugerem, estão ligados às posturas assumidas pelo indivíduo perante os fatos do cotidiano. Em tese, à medida em que o indivíduo se desenvolve como ser social, ele se aproxima do princípio da realidade, quando assume seus deveres de cidadão. Contudo, caso ele venha a abrir mão do princípio do prazer, como ele resistiria?
A resposta se encontra muito além do dualismo freudiano, acredito eu. E, na verdade, espero encontrar outras respostas menos intelectualizadas [entra o tema do dia - aleluia, como esse sujeitinho enche lingüiça!!!], como por exemplo, no campo musical. Como alguns de vocês sabem, sou vocalista de uma banda. Como não somos famosos, seguimos o caminho natural, que é o de se tocar alguns covers, músicas de outros artistas que apresentem afinidade com o nosso trabalho. É claro que na hora de se escolher o repertório opta-se por músicas que se goste MUITO. E é daí que vem o problema: com a rotina de se ensaiar a música MUITAS vezes, o fastio se torna praticamente inevitável, e tudo fica sacal.
Como já é de praxe, jogo a bomba e saio correndo. Se não for por demais abusado em pedir, gostaria de respostas, soluções, palpites, depoimentos, comentários quaisquer sobre esta questão que assola o cotidiano pós-moderno do homem do terceiro milênio.
No mais, Feliz 2004 para todos!!!
RONY |
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| Quarta-feira, Janeiro 14, 2004 |
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Esta é Cecília, uma das mulheres da minha vida...
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| Segunda-feira, Janeiro 12, 2004 |
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Análise das Confissões de Sto. Agostinho - Livro I ¿ A Infância
Agostinho inicia o primeiro livro de suas Confissões invocando o nome de Deus, com um desejo ardente e apaixonante de louvá-lo. Esta atitude, a qual permeia toda a obra, caracteriza uma nostalgia de Deus, que seria uma necessidade de todo ser humano, como na frase: ¿... porque nos criastes para Vós e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em Vós¿. Para Agostinho, Deus é imenso, onipotente, onipresente e onisciente; por isso, o homem, e sua alma, nada são comparados ao seu Criador. Este, além de criar o mundo e o homem - num ato contínuo de criação -, sustenta a verdade do conhecimento, comunicando a existência às criaturas. Ainda, segundo Agostinho, o homem habita no seio do seu Criador e, por isto, anseia pelo mesmo. Por outro lado, Deus habita o coração do homem, que deve invocá-lo dentro de si.
No capítulo 6 do Livro I, Agostinho, de forma eminente - utilizando-se de uma perspicácia psicanalítica precoce e primordial -, descreve a relação primitiva mãe-bebê, sem deixar de lado toda carga de erotismo que esta relação apresenta, como nas passagens: ¿Saboreei também as doçuras do leite humano¿; ¿... nada mais fazia senão sugar os peitos, saborear o prazer e chorar as dores da minha carne¿. Há, no discurso agostiniano, uma mistura de prazer e culpa quando narra estas passagens, e uma conseqüente atribuição da origem desta fonte de prazer (o seio e o leite materno) à providência de Deus, como forma de se redimir pelo desejo incestuoso, o qual, em si, constituía a prova do pecado original no ser humano. Ainda nas passagens: ¿Queria exprimir os meus desejos às pessoas que os deviam satisfazer e não podia, porque os desejos estavam dentro e elas fora, sem poderem penetrar-me na alma com nenhum dos sentidos. [...] Reconheci que assim eram as crianças, como depois pude observar. Elas me informaram melhor, inconscientemente, daquilo que eu tinha sido então, do que as amas, com sua experiência¿; estas passagens apresentam, mais uma vez, a sutileza da análise e observação psicológica de Santo Agostinho, inclusive com uma referência clara ao estado inconsciente.
Ainda neste mesmo capítulo, Agostinho escreve: ¿Em Vós (Deus) estão as causas de todas as coisas instáveis, permanecem as origens imutáveis de todas as coisas mudáveis, e vivem as razões eternas das coisas transitórias¿. Nesta passagem, o autor alude ao inatismo das idéias, visto que ¿as idéias dos seres subsistem em Deus imutáveis. (N. do T.)¿. Uma vez que o homem, como parte da criação, participa da idéia do todo (Deus), acaba por herdar idéias inatas; porém, ¿os seus termos ou os objetos estão sujeitos ao tempo. (N. do T.)¿. Numa passagem mais à frente, Agostinho se pergunta: ¿E antes deste tempo, que era eu, minha doçura, meu Deus? Existi, porventura, em qualquer parte, ou era acaso alguém?¿. Trata-se de uma referência ao problema filosófico da origem das almas, já trabalhado no Fédon, de Platão. O desdobramento teológico deste problema está em saber se as almas ¿foram criadas todas ao mesmo tempo ou Deus cria cada uma isoladamente. (N. do T.)¿. A segunda hipótese parece, segundo o tradutor da obra de Agostinho, a mais provável, porém o autor das Confissões se questionou sempre até o final de sua vida a respeito deste problema.
Na passagem: ¿Vós, porém, sois sempre o mesmo, e todas as coisas de amanhã e do futuro, de ontem e do passado, hoje as fareis, hoje as fizestes¿; Agostinho chama a atenção para a ¿imutabilidade divina¿, isto é, Deus vive num eterno presente. Enquanto as coisas acontecem e se transformam no mundo, e épocas se sucedem na História através dos tempos ¿ como no capítulo VII de Memórias Póstumas de Brás Cubas, denominado O Delírio, no qual Machado de Assis percorre velozmente os séculos, indo de encontro à origem dos homens, passando por sobre toda a História humana, ancestrais, guerras, desastres; tudo isso se passa para Deus como num segundo de sua eterna existência.
A respeito do pecado, Agostinho afirma que Deus não cria o pecado, mas permite que este exista para servir aos seus propósitos, como expressa claramente na passagem: ¿Contudo eu pecava contra vós, Senhor Deus, ordenador e criador de todas as coisas da natureza, e dos pecados somente o regularizador¿. Segundo Agostinho, ainda, o pecado original teria corrompido o homem, mas não totalmente, como quando se refere às crianças na passagem: ¿Assim, a debilidade dos membros infantis é inocente, mas não a alma das crianças¿. Tendo o livre-arbítrio, o homem afasta-se de Deus pela perversidade de sua vontade: o pecado.
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| Domingo, Janeiro 11, 2004 |
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DIMAS, O BOM LADRÃO?
AUTORAS: Salete Maria e Fanka
De tanto ver injustiça
E também impunidade
O ser que não tem malícia
E faz o bem de verdade
Se sente então compelido
A se tornar um bandido
Ante a iniqüidade.
Tem gente trabalhadora
Honesta e competente
Que tem vida promissora
E vive muito decente
Porém, se vê enganada
Na vida trapaceada
Por jogada inconseqüente.
Cadeia só tem pra ¿pobe¿
Guilhotina, cadafalso
O ricaço tem o ¿lobe¿
Exibindo o riso falso
A justiça não é cega
Muito bem ela enxerga
Os horrores do percalço.
A justiça sentencia
Contra o desamparado
Encontramos todo dia
No presente e no passado
Frei Caneta, Tiradentes
Mariguelas insurgentes
Jesus Cristo, Corcovado.
Rio Centro, Candelária
Carajás, Canrandirú
Aparthaid em toda área
Esquecidos de Bangú...
Flagelados do Nordeste
Corisco, cabra da peste
Pataxó, Pirarucú!
Desenganados da vida
Excomungados do mundo
Esfarrapados na lida
Cansados e moribundos
Te incluo na História
Nesta simples oratória
Nesses versos mui fecundos.
Recorro aos ¿desvalido¿
Pra lembrar o ¿bom ladrão¿
folheto há muito lido
Cordel de inspiração
Odisséia d¿um vencido
Junto a Cristo, abatido
Epopéia d¿um cristão.
Era um jovem educado
De família estimada
Porém sofreu um bocado
Oh que vida desgraçada!
O poder tudo tomou
A vida dele mudou
Foi vítima d¿uma enrolada.
Se sentindo então lesado
Pela vida traiçoeira
O moço traumatizado
Se entregou a bebedeira
Passou daí a roubar
Chagando até a matar
Na sua nova trincheira
Veja leitor ao que leva
A injustiça social
O dia então vira treva
Faz do ser um marginal
A vida aí se transforma
E Dimas não se conforma
É triste o seu final
Todo dia tem um Dimas
Querendo algo vingar
Pelas trilhas dessas sinas
Vivendo a pelejar
No sertão e na cidade
Só se ver atrocidade
Justiça aqui não há.
Como ele, muitos tantos
A história condenou
Deixando em desencantos
Gente que sempre sonhou
Ter roupa, ter moradia
Educação, alegria
Regando o bem que plantou.
(Com Hobin Wood ocorreu
E também com Lampião
Chico Mendes faleceu,
Qual Dimas, o bom ladrão
Foi tudo crucificado
Por terem todos lutado
Pela emancipação)
A existência, porém
Não é como a gente quer
A vida é um vai-e-vem
No compasso da maré
É por isso que eu invoco
E no verso eu provoco
Jesus, Maria e José!
Dimas, dito ¿bom ladrão¿
Porque nunca quis roubar
Se viu em situação
Que outra pior não há
Se roubou para comer
Muitos roubam só pra ter
Dinheiro para gastar
Há quem rouba a nação
E quem rouba a nascente
Há quem faz corrupção
Quem trafica a semente
Há quem rouba o camponês
E o salário do mês
E ninguém prende essa gente
Há o ladrão de galinha
Que rouba para comer
Arroz, açúcar, farinha
Até água pra beber
Mas estes vão pra cadeia
E amarguram na peia
Eis os que vão se foder
Ali-babá , Beira-mar
Collor, PC, Alcapone
Estão aqui e acolá
Roubam pelo telefone
Computador e avião
Mais de 40 ladrão
Multiplique, depois some
Ladrão que rouba ladrão
Pede logo anistia
É ligeiro seu perdão
Governo dá alforria
Mas o Zé que rouba ovo
Que vem do ventre do povo
É preso dia após dia
Você que lê este verso
É como Dimas também
Roubado neste universo
Quem sabe roubando alguém?
Nem todo ladrão é bom
Nem toda riqueza é dom
Nem toda versão convém.
Nós que somos contadoras
Da história de agora
Somos as proclamadoras
De quem faz a sua hora
Quem espera não alcança
Erga o punho, erga a lança
Mande a tirania embora.
Sal.dc@zipmail.com.br
Folheto@bol.com.br
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| Sexta-feira, Janeiro 09, 2004 |
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O longa Procurando Nemo é a animação de maior sucesso na bilheteria mundial. A saga do peixe palhaço já ultrapassou em 37,9 milhões de dólares o ex-campeão de animação O Rei Leão. Até agora, Procurando Nemo arrecadou US$ 821,3 milhões e continua lucrando, sendo hoje o oitavo filme mais lucrativo da história.
Enquando isso, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, na sua quarta semana no topo da bilheteria americana, já lucrou ao redor do mundo US$ 767,2 milhões e provavelmente irá ultrapassar a marca de 1 bilhão de dólares. Valor ultrapassado pelo (ainda) imbatível Titanic.
Abaixo segue o TOP 15 da bilheteria mundial. E os que estão em destaque são números que ainda não estagnaram.
| 01. | Titanic | 1.835.300.00 | | 02. | Harry Potter e a Pedra Filosofal | 968.600.000 | | 03. | Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma | 922.300.000 | | 04. | O Senhor dos Anéis: As Duas Torres | 921.600.000 | | 05. | Jurassic Park | 919.700.000 | | 06. | Harry Potter e a Câmera Secreta | 866.300.000 | | 07. | o Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel | 860.700.000 | | 08. | Procurando Nemo | 821.300.000 | | 09. | Independence Day | 811.200.000 | | 10. | Homem-Aranha | 806.700.000 | | 11. | Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança | 797.900.000 | | 12. | O Rei Leão | 783.400.000 | | 13. | O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei | 767.200.000 | | 14. | E.T. O Extra-Terrestre | 756.700.000 | | 15. | Matrix Reloaded | 735.600.000 |
Fonte: IMDb.com |
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| Quinta-feira, Janeiro 08, 2004 |
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O espaço hoje tá reservado para que uma menina de 12 anos e um rapazinho de 15 (mais precisamente Rebeka e Charles, meus irmãos) exponham o que entendem por "filosofia".
Vamos lá, espremam seus juízos, vocês estão no Zé-de-Calças
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Filosofia é a arte de se imaginar filósofo, pensar que é um Sócrates, um Platão. Mas, não é só quem se imagina um Platão é um filósofo, alguém que se imagina ser um "mister Bin" também pode ser um, pois filosofar não é pensar extraordinariamente, e sim pensar com a mão no queixo.
(Rebeka)
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Certa vez alguém e até eu mesmo me perguntei: o que é a Filosofia?
E fiquei a devanear, o que realmente seria a filosofia? E cheguei a seguinte conclusão:
É a arte de escrever, poetizar, pensar e até viver. Cada um pode ter sua própria concepção do que é a filosofia, pois, como falam os livros, ela, a filosofia, não há conceito definitivo. É algo que sai da alma, assim como do ventre (você já nasce com a filosofia em seu DNA, apenas vai desenvolvendo-a). Não há quem aprenda a gostar de filosofia, há quem aprenda a conhecê-la melhor. Seus "adeptos" são pessoas pensativas, calmas, às vezes agitadas, porém acima de tudo leitoras assíduas em sua essência.
Há uma ligação forte com a mitologia grega através do poeta, Homero e tanto outros.
"Filosofar é o processo de busca, investigação sobre a realidade, de questionamento, de inquietação, de admiração diante do mundo e da vida. É perguntar o que, o como, o por quê das coisas, das idéias, do significado das situações. É um movimento de reflexão sobre si mesmo e sobre a realidade.
Assim como sua história, a palavra (criada pelo filósofo Pitágoras) também é de origem grega, que é a junção das duas palavras: PHILO: significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. E SOPHIA: Que quer dizer sabedoria."
Aí eu pus-me a pensar mais uma vez: Com todo esse significado, por que filosofar?
É verdade que o ser humano pode viver sua vida na imediatidade, isso é, pode viver sem refletir criticamente sobre sua vida, sem questionar-se radicalmente a respeito de seu modo de ser e de viver. No entanto, é uma exigência para o ser humano conhecer-se a si mesmo, para dar sentido e razão de ser ao seu próprio existir.
"A explosão de técnica, das ciências não consegue dar uma base sólida para tudo, para todas as questões. A identidade específica do ser humano é o pensar. No momento que ocorre a desvalorização desta capacidade, a pessoa perde sua maior riqueza. O homo sapiens começa a anular-se a massificar-se e a instrumentar-se."
Com isso tudo só há uma resposta para os incrédulos: Filosofar é preciso, mesmo que você não seja um filósofo.
(Charles)
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Oi gente ! Eu estava revirando aqui na net para ver se eu achava essa poesia que eu amo.
Durante muitos anos da minha vida essa poesia era quase uma oração para mim. É tanto que eu a escolhi uma vez para apresentar um trabalho de literatura portuguesa na universidade.
Uma PARTEde mim é essa poesia.
Lisbon Revisited
Álvaro de Campos ( Heterônimo de Fernando Pessoa)
(l923)
NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) -
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul (o mesmo da minha infância)
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
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| Segunda-feira, Janeiro 05, 2004 |
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Análise das Confissões de Sto. Agostinho - Introdução
As Confissões, de Santo Agostinho, compreendem um total de 13 livros, escritos no período de 397/398 d.C., pertencendo, portanto, à Patrística, que antecede a Filosofia Medieval. Esta obra é fundamental na formulação da doutrina e filosofia cristãs, abordando temas da tradição patrística, como a diferença entre infinito/finito; razão/fé; corpo/alma. Agostinho tenta conciliar o Cristianismo com o pensamento filosófico dos gregos e romanos, sendo, particularmente, herdeiro do platonismo, que conheceu através de Plotino e dos demais neoplatônicos.
Há, no decorrer de todo texto das Confissões, uma manifestação mista de fé e racionalidade, donde podemos propor uma leitura a partir de pelo menos três pontos de vista diferentes: um ponto de vista fundamentalmente teológico; um ponto de vista essencialmente filosófico; e, por fim, um ponto de vista psicológico. Neste sentido, os três aspectos (teológico, filosófico e psicológico) encontram-se interligados durante grande parte da obra, cabendo ao leitor identifica-los, separando-os de maneira didática, a fim de compreender melhor o pensamento agostiniano.
Do ponto de vista teológico, Agostinho mostra-se preso aos conceitos da doutrina cristã, procurando, de maneira angustiada, adequar estes conceitos ao pensamento racional e filosófico, com o propósito de construir uma síntese desses conceitos.
Do ponto de vista filosófico, o autor expõe seu pensamento através da manifestação da racionalidade, na tentativa de - como foi dito acima ¿ comprovar racionalmente as verdades reveladas do Cristianismo. No entanto, Agostinho acaba por apresentar um pensamento filosófico original, abordando temas do interesse da filosofia e do ser humano em geral.
Do ponto de vista psicológico, Santo Agostinho revela-se um exímio analista, abordando, precocemente, temas psicológicos - a exemplo da sexualidade infantil ¿ que seriam desenvolvidos por Sigmund Freud somente na virada do século XIX para o século XX.
É notável, portanto, a presença destes três aspectos nas Confissões, de Santo Agostinho.
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| Oi gente. Na verdade eu não estou aqui, devo estar assistindo O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei pela enésima vez. Enquanto assisto, desejo a vocês um feliz 2004. Vai ser difícil 2004 ser melhor que 2001, 2002 e 2003, pois não tem mais O Senhor dos Anéis... =( |
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| Sexta-feira, Janeiro 02, 2004 |
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PRA VOCÊS TAMBÉM.
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