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Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004

Faltam poucos dias para o Oscar. E este pode ser meu último post antes da cerimônia começar. Tenho os meus favoritos. Para quem me conhece sabe que torço para O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Peter Jackson para Melhor Diretor, por ter dado vida a obra de Tolkien, e gostaria que Cidade de Deus levasse o prêmio de Melhor Edição. Todos temos nossos favoritos e os melhores eleitos, mas receber o maior prêmio do cinema mundial é também o que todos almejamos para nossos filmes.

Abaixo estão algumas curiosidades sobre a cerimônia. Alguns cômicos, outros vergonhosos. Divirta-se.

Dois filmes já foram protagonistas de um feito inglório: receber o incrível número de onze indicações cada e terminar a noite sem levar um único Oscar: Momento de Decisão (1977) e A Cor Púrpura (1985).

Em 1934, o comandante Will Rogers abriu o envelope com o nome do melhor diretor e chamou, entusiasmado: "É meu amigo Frank!". Frank Capra estava quase no palco quando viu que o premiado era Frank Lloid. "Foi o caminho mais longo da minha vida", disse Capra, referindo-se ao retorno ao seu lugar.

O único que não abriu a boca para agradecer por seu Oscar foi Ray Milland, que em 1945 apanhou o prêmio, inclinou a cabeça e saiu calado. Detalhe: ele não ganhou esse Oscar fazendo cinema mudo.

Em 1941, duas irmãs que sempre se detestavam foram finalistas: Olivia de Havilland e Joan Fontaine. Joan venceu Olivia, que saiu emburrada e nem se quer cumprimentou a irmã.

Em 1930, Norman Sheaver posou com o Oscar dois dias antes da cerimônia de entrega. Isso provocou a idéia de lacrar os envelopes até a cerimônia. A propósito: Norma foi premiada.

Greer Garsonl fez nascer uma regra obedecida até hoje: os premiados não devem agradecer por mais de 60 segundos. É que, em 1943, ela fez um discurso de quase meia hora, embora jure que foram só 5 minutos.

Em 1938, Alice Brady quebrou o pé e não compareceu à festa. Mas uma mulher subiu ao palco e recebeu por ela o Oscar de coadjuvante. Só que a desconhecida sumiu com o Oscar... que jamais foi encontrado.

Apenas quatro categorias permanecem inalteradas desde a primeira premiação do Oscar: Filme, Diretor, Ator e Atriz. As outras não existiam ou mudaram de nome uma ou mais vezes.

A Malvada e Titanic são os filmes com o maior número de indicações ao Oscar, 14 cada.

O primeiro dos 2 empates da história do Oscar aconteceu na categoria de Melhor Ator, em 1932. Wallace Beery (O Campeão) e Fredric March (O Médico e o Monstro) dividiram o prêmio. Como o resultado foi imprevisto, a Academia tinha um Oscar a menos para a cerimônia. Mandaram um emissário buscar outra estatueta às pressas. Em 1969, Katharine Hepburn (O Leão no Inverno) e Barbra Streisand (Funny Girl, a Garota Genial) também empataram na categoria de Melhor Atriz.

Tatum O'Neal foi a criança mais nova a receber um Oscar, aos 10 anos, como atriz coadjuvante no filme Lua de Papel (1973). Shirley Temple, com apenas 6 anos, ganhou uma míni-estatueta simbólica em 1935 por sua contribuição ao cinema. Uma das mais recentes premiadas, a neozelandesa Anna Paquin, Melhor Atriz Coadjuvante de 1994, teria problemas para assistir ao filme de que participou, O Piano, em seu país. Ele é proibido para menores de 16 anos. Na ocasião em que recebeu o prêmio, ela estava somente com 11.

Geroge C. Scott (Patton) se recusou a receber o Oscar em 1971 por não concordar com o caráter de competição imposto pela Academia. Em 1961, ele já havia pedido que retirassem seu nome da lista de indicações.

Antony Quinn teve a atuação mais curta premiada com um Oscar em 1957. Em Sede de Viver, ele apareceu na tela por 8 minutos e faturou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante.

Geraldine Page, Melhor Atriz em 1986 (Regresso pra Bountiful), demorou alguns bons segundos para se levantar da poltrona e se dirigir ao palco. Mas não foi por causa da emoção. Ela não conseguia encontrar seus sapatos embaixo da poltrona.

Quem roubou a cena na cerimônia de 1992 foi Jack Palance. Ele comemorou a vitória como Melhor Ator Coadjuvante (Amigos, Sempre Amigos) fazendo flexões com um só braço pra mostrar que ainda estava em forma.

Os envelopes selados, com os nomes dos vencedores, apareceram pela primeira vez na cerimônia de 1941. A expressão "The winner is" (o vencedor é) foi substituída por "The Oscar goes to" (o Oscar vai para) em 1989. Dessa maneira não se dava a entender que os outros eram perdedores.

FONTE: Revista SET e arquivo pessoal.
Carlos Eduardo | 12:15 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
Minha vida resume-se agora em querer saber da vida do povo. Freud, Fliess, trabalhos, trabalhos, Chico, Hilda, Sofistas, Wittgenstein, Platão de base, Sócrates por comparação. uma fuxiqueira-mor, eu . Aliás, plural: eu e meu final de semestre. Urr.

uma partinha de um dos trabalhos (Idéias Filosóficas Contemporâneas) :





ENTRE FLIESS E FREUD

O conceito de bissexualidade, que impulsionou a relação deveras amigável entre Freud e Fliess, também foi responsável pelo afastamento dos dois. O impasse consistia no fato do pai da psicanálise não aceitar a visão do amigo de que a bissexualidade fornecia a explicação do recalcamento. Ou seja: de que cada um dos sexos contém a forma recalcada do outro. Constatou, destarte, que a diferença de órgãos apresentada pela anatomia do corpo humano não se significa, ao nível do inconsciente, como uma divisão entre os dois sexos. Sem a bissexualidade originária haveria simplesmente dois sexos separados: masculino/ feminino. Freud admitia ter recebido considerável contribuição Fliesseana, todavia, afirmava que sua visão de que a bissexualidade é a força motivadora que leva ao recalque era por demais estreita.

Em linhas gerais, a noção de bissexual com preponderância do falo para os dois sexos - freudiana - que implicava numa divisão irremediável, um desacordo traumático e fundamental na vida do ser humano se afasta do processo harmônico e único, da divisão irremediável que Fliess lhe inseria.
Freud assim se pronuncia: como se verá pelo que eu disse, em ambos os casos foi a atitude própria ao sexo oposto que sucumbiu à repressão. Já afirmei em outro lugar que foi Wilhelm Fliess que chamou minha atenção para esse ponto. Fliess inclinava-se a encarar a antítese entre os sexos como a verdadeira causa e a força motivadora primeva da repressão. Estou apenas repetindo o que disse então ao discordar de sua opinião, quando declino de sexualizar a repressão dessa maneira - isto é, explicá-la em fundamentos biológicos, em vez de puramente psicológicos.

Interessante observar que a própria amizade Fliess/Freud parecia querer transcorrer para a prática os princípios da teoria da bissexualidade: os dois trocavam uma carta por dia, ao que Freud - quiçá por medo de ser acusado de plágio - resguardava sigilo. Ademais, os casuais encontros dos dois quase nunca envolvia as respectivas esposas. Há quem aponte essa amizade como a que mais demostrou a feminilidade de Freud, visto o fato provável dele ter se enamorado do amigo.

Como bem o defendeu, estaria Freud - no 'relacionamento colorido' com o amigo do mesmo sexo - procurando 'a própria imagem refletida no espelho'?


CORPOS QUE NÃO CABEM EM SI

Validaria-se completamente a teoria da bissexualidade se fosse levado em conta a natureza múltipla do ser humano. Paralelo, existem escolhas: inibi-se a efetuação do instinto "perverso" ou, de outra forma, assume-se a condição própria de "reversão" - satisfazendo-se plenamente na relação ("homossexual", se não empregado o termo "bissexual") de busca do masculino e feminino simultaneamente. Entre a completude do contato de um sexo com o seu igual e a repressão ao instinto tido como errôneo pelo conjunto social, há uma transversal: transformar criativamente esse instinto, sublimá-lo.

Chico Buarque se adequa facilmente como fiel representante da homogeneidade masculino/feminino. Em suas letras, o que transparece não é o estilo másculo de sua condição biológica, mas a simultaneidade da 'alma' feminina contornado por um corpo físico que é, por constituição, masculino. Hilda Hilst também pode-nos servir de ícone, uma vez que seu estilo literário é enquadrado facilmente no modo másculo de compor. Hilda foi a que mais soube ironizar a rudeza com tenros laços de fita, fazendo arte com o profano, vestindo o belo com traços do sujo, do feio, do que as outras nem ousaram tocar. Hilda foi além. Não se ocupou dos limites, da passividade de escrita que conservam a maioria das mulheres nas bordas, na receptividade. Enquanto ousada, enquanto transpondo a sensibilidade de fêmea, mesclou características e transitou perfeitamente entre o masculino e o feminino. Chico Buarque ainda o faz. São mestres em sobrevoar os conceitos e desfazer estereótipos.

etc, etc


Bárbara RoMa | 19:07 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Fevereiro 25, 2004
Oi gente... apreoveitando o fim do Carnaval deixo para vocês uma poesia muito bonita de um dos nossos grandes poetas modernistas brasileiros...
Beijos e cuidado onde vão jogar as cinzas deste carnaval...


Marcha de quarta-feira de cinzas
Vinícios de Moraes


Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou.



Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor.


E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade...


A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar.


Porque são tantas coisas azuis
Há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe...


Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz.


Eveline | 15:30 | Deixe seu comentário |
Terça-feira, Fevereiro 24, 2004
Voltei. Pena.

Um instituto italiano em São Paulo está selecionando atores para curso com Cacá Carvalho. O contato que tive com o trabalho de Cacá foi um espetáculo que asssisti em Belém (PA), chamado Extrato de Nós, a partir de Hamlet. Uma ótima direção.

O processo de inscrição é gratuito, como o curso. O endereço é: http://www.iicsp.org/htm/calendario_cultural.htm.




Marconcine | 23:11 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004
Principais Conceitos em Causação Mental (parte 2)

Leis psicofísicas

A questão sobre se há, ou se podem existir, leis psicológicas é de considerável interesse. Se puder ser demonstrado que não podem existir tais leis, a psicologia se mostrará impossível de ser concebida como uma ciência.
A estratégia aparente de Davidson exposta em Mental Events é, primeiramente, estabelecer o seguinte:

Anomalismo Psicofísico: Não existem leis psicofísicas, isto é, leis que estabeleçam uma conexão entre fenômenos mentais e físicos. Na verdade, não podem existir tais leis.

Em seguida usa isto como argumento para a tese geral da anomalia psicológica:

Anomalismo do Mental: Não existem leis deterministas estritas que possam dar base à predição e a explicação de eventos mentais.

Em Mental Events, Davidson faz considerações a respeito de como o Anomalismo Psicofísico diz respeito ao Anomalismo do Mental. Kim sugere, então, um outro ponto de vista em relação às considerações de Davidson, uma visão própria que parece se adaptar ao largo plano dialético de Mental Events. Primeiramente, o Anomalismo do Mental pode ser entendido como equivalente à conjunção do Anomalismo Psicofísico e à seguinte tese:

Anomalismo Psicológico: Não existem leis psicológicas puras, isto é, leis que estabeleçam conexões entre eventos psicológicos, as quais podem ser usadas para explicar e predizer estes eventos.

A estrutura fundamental do que seria o principal argumento de Davidson pode ser, portanto, exposta da seguinte maneira:

O sistema mental tem uma certa característica essencial X e o sistema físico tem uma certa característica essencial Y, onde X e Y são mutuamente incompatíveis. Leis ligando os dois sistemas, se elas existirem, poderiam ¿transmitir¿ estas características de um sistema para o outro, levando à incoerência. Conseqüentemente, não podem existir leis ligando o mental com o físico na medida em que os dois sistemas retêm suas identidades distintas.

Os problemas do não-redutivismo e a causação mental

Em The nonreductivist¿s troubles with mental causation, Jaegwon Kim desenvolve as seguintes teses acerca do fisicalismo não-reducionista:

1. [Monismo Físico] Todos os particulares concretos são físicos.
2. [Anti-reducionismo] Propriedades mentais não são reduzíveis a propriedades físicas.
3. [A Tese da Realização Física] Todas as propriedades mentais são fisicamente realizadas; isto é, quer quando um organismo ou sistema instancie uma propriedade mental M, ele tem alguma propriedade física P de tal maneira que P realiza M em organismos deste tipo.
E devemos adicionar uma outra tese, que está implícita nas três acima:
4. [Realismo Mental] Propriedades mentais são propriedades reais de objetos e eventos; não são meramente um auxílio útil em fazer predições ou maneiras fictícias de discurso.

Epifenomenalismo

O epifenomenalismo afirma o seguinte: (1) eventos mentais nunca causam nada, e propriedades mentais são causalmente inertes; (2) todo evento mental é causado por algum evento físico. O epifenomenalista, portanto, acredita que uma vez que todos os fatos físicos são fixados, por conseqüência todos os eventos mentais também serão fixados, ou seja, ele aceita a superveniência mente-corpo, uma ¿superveniência global¿.

Fechamento Causal do Domínio Físico ou Exclusão Causal

Existe um outro desafio para a causação mental com o qual temos que nos confrontar, aquele que advém do princípio, sustentando pela maioria dos fisicalistas, de que o domínio físico é causalmente fechado. Isto implica que nenhuma cadeia causal envolvendo um evento físico jamais poderá atravessar a fronteira entre o físico e o não-físico: Se x é um evento físico e y é uma causa o efeito de x, então y, também, deve ser um evento físico. Desta forma, se o princípio do fechamento causal, sob qualquer forma, nos garante a explicação da ocorrência de um evento físico, então nunca precisaremos ir além do domínio físico.
Segue, então, que no dualismo cartesiano não pode haver nenhuma teoria física completa sobre o domínio físico.
A maioria dos fisicalistas achará o modelo cartesiano inaceitável, ou mesmo incoerente; eles aceitam o fechamento causal do físico não apenas como uma doutrina metafísica fundamental, mas como uma pressuposição metodológica indispensável das ciências físicas.

Superveniência Mente-Corpo

Como vimos, a superveniência mente-corpo é a tese de que quaisquer duas coisas, ou eventos, que são exatamente semelhantes em todos os aspectos físicos não podem diferir em seus aspectos mentais. Isto quer dizer que não pode haver diferença mental ao menos que haja uma diferença física. A idéia de que cada evento ou tipo de estado mental tem um substrato ou correlato neural, também, é uma forma de superveniência mente-corpo: Assume-se que se dois organismos apresentam estados neurais idênticos, eles não poderão apresentar estados mentais distintos. Podemos pensar o substrato neural da propriedade mental M como sua ¿base de superveniência¿ ou ¿propriedade basal¿, isto é, a base física na qual ela supervem.

Carlos Lyra | 09:48 | Deixe seu comentário |
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
Estes últimos dias assisti alguns filmes, mas por enquanto não irei postar sobre eles. Por enquanto, vai aí uma pitada de humor em cima do favorito ao Oscar. Afinal de contas, não faz mal algum.








Carlos Eduardo | 20:35 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004
Eveline | 15:06 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004
Principais Conceitos em Causação Mental (parte 1)

Uma das questões fundamentais discutidas em Filosofia da Mente é o problema da causação mental, isto é, das relações entre mente e mundo físico.

Superveniência psicofísica

Uma superveniência psicológica poderia contribuir para esclarecer em que sentido o físico determina o mental: uma vez que nosso organismo físico é completamente fixado, nossa vida psicológica é também completamente fixada. Sabendo que o físico obviamente não supervem do psicológico, esta determinação é assimétrica: o que é físico determina o que é psicológico, mas a relação inversa não é verdadeira. Portanto a superveniência psicofísica é uma possibilidade na qual poderíamos caracterizar a relação psicofísica; e, através disto, teríamos muitas implicações para vários problemas em filosofia da mente, como o tradicional problema mente-corpo, redução psicofísica, e a possibilidade de leis psicofísicas.

Tese da Correlação

A tese da correlação psicofísica afirma: para cada evento psicológico M, há um evento físico P de tal maneira que, no que diz respeito a uma determinada lei, um evento do tipo M ocorre para um organismo num determinado tempo apenas no caso de um evento do tipo P ocorrer ao mesmo tempo. Este princípio afirma a existência de um sistema penetrante de leis, de forma bicondicional, ligando cada evento mental com seu correlato físico, presumindo alguns estados ou processos neurológicos.

Realização Múltipla

Segundo este argumento, pode-se afirmar que as propriedades psicológicas têm realização múltipla, isto é, são causadas, de forma contingente, por várias outras propriedades de origem física. Esta é a tese do funcionalismo estrutural.

Tese da Superveniência e Tese Explicativa

A Tese da Superveniência: Todo estado psicológico interno de um organismo supervem em sincronia com seu estado físico interno.

A maioria dos fisicalistas não-reducionistas quer ir além da afirmação de que as propriedades mentais são obtidas por sistemas físicos; eles querem defender a tese da primazia, ou fundamentação, das propriedades físicas em relação às propriedades mentais. A idéia principal é que, apesar de sua irredutibilidade, as propriedades mentais são em certo sentido dependentes ou determinadas por propriedades físico-biológicas. Aqui as palavras-chave são ¿dependência¿ e ¿determinação¿.

A Tese Explicativa: Estados psicológicos internos são os únicos estados psicológicos de que uma teoria psicológica precisa para explicar o comportamento humano ¿ os únicos estados relevantes para a psicologia.


Carlos Lyra | 22:13 | Deixe seu comentário |
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004


Eternamente copiado e duplicado (com dez seqüências - onze se contar com o recente Freddy vs. Jason, o gênero de terror definido de Sexta-feira 13 popularizou inúmeras técnicas e temas que agora são clichês: assassinatos ainda mais ensangüentados, uma localização remota como uma floresta, elenco anônimo, e claro, se você fizer sexo, você encontrará seu final nas mãos de algum psicopata maluco. O enredo é sempre uma lenda urbana requintada: um grupo de espertos adolescentes decidem reabrir o Acampamento Crystal Lake, que há 20 anos atrás foi fechado depois de vários assassinatos terem ocorrido. E agora você pode ir para lá acompanhado de outros adolescentes e ser apanhado por uma noite escura e tempestuosa onde os carros não pegam e as linhas telefônicas não chegam. O filme fez surgir um enredo engenhoso, com o fim recheado de ação e adrenalina que Brian De Palma copiou para fazer Carrie - A Estranha, fazendo os espectadores gritarem assim como o elenco. Do elenco jovem (muitos de quem raramente foram vistos na tela grande novamente), podemos ver Kevin Bacon, que se torna protagonista dos chocantes assassinatos. Logo após de fazer sexo, claro.



Fonte: IMDb - The Internet Movie Database



Assisti meus primeiros Sextas-feiras antes de completar dez anos. Acho que o primeiro foi o Sexta-feira 13 - Parte 6 - Jason Vive, no qual ele volta a viver(?) depois que dois adolescentes abrem o seu túmulo. Não preciso dizer que morria de medo. A lua cheia sobre o cemitério me fazia correr do quarto. O clima de suspense não me trazia sossego quando dormia. "Jason está em baixo da cama", pensava eu.











Mas com o tempo me livrei dessa nóia que me perseguia e os filmes com o assassino do Crystal Lake não assustam mais. Pelo contrário. A nona e a décima seqüência foi um fiasco sem precedentes. O filme em si causa mais terror do que todos os outros juntos. Não que seja um bom filme de terror, e sim que foi um filme terrível de se ver. Jason em vermes e no espaço. Muita balela.











Tudo bem que o filme de terror adolescente nos trouxe Pânico, mas o estilo já perdeu o embalo. Hoje nos resta o diretor que tem o sexto sentido, M. Night Shyamalan. Com suas obras O Sexo Sentido, Corpo Fechado e Sinais, um sucessor de Alfred Hitchcock nos fez sentir medo no cinema mais uma vez.








Carlos Eduardo | 13:01 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
Dos autores das frases

Hoje:

Penso Logo Existo


Um racionalista. Assim o foi René Descartes (1596 - 1650).
Tendo um chambre como vestimenta em dias de inverno e uma lareira como palco principal, turbilhões de pensamentos fluíam em sua mente - um tanto sistematizadora. Desejos fervorosos de conhecer a natureza do homem e do universo. Um pensador sistemático, um filósofo inconformado com as verdades impostas. Almejava um conhecimento seguro e para tal, precisava de uma base sólida onde suas verdades não pudessem ser refutadas. E como método, duvida de todos os gêneros de conhecimento para se encontrar um princípio que, se colocado em questão, acarretaria uma contradição. É neste contexto que a dúvida cartesiana desempenha um papel importante. Para cada "antiga opinião" corresponde uma razão de duvidar que a põe em questão.
E havia uma questão que não podia duvidar: o próprio fato de estar duvidando. De estar, pois, pensando. E se pensara, era um ser pensante. "Cogito, ergo sum" (Penso, logo existo) como mesmo dizia.
Nenhuma crença resiste ao processo de dúvida cartesiana. No entanto, deste processo emerge o enunciado (que ainda não se constitui num saber, pois não ergue qualquer pretensão de verdade), que é a condição da própria dúvida: Eu penso.
Daí então segue remontando as peças, através de seu próprio 'eu', de sua razão. Distanciando-se ao máximo do que fora imposto preteritamente. Inicia uma nova construção do seu pensamento e uma fundamentação do saber.
Bárbara RoMa | 21:39 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
O texto de hoje é de um amigo... um amigo que por sinal escreve muito bem.

Fronteira de rosas



Sou poeta emotivo,
Lápis que utiliza o luar,
A escrever sem motivo
Bela canção para te cantar

Rasgo as folhas da vida,
Livro empoeirado da estante
Duma biblioteca distante
Da solidão despida.

Adormeço sem cerrar os olhos
Ardentes, trajando uma velha fantasia
Que te fez chorar d'alegria,
Num quarto sem espelhos.

Abro teu diário com fome,
A violar tua fronteira de rosas,
A procura do meu nome
Por estações confusas.

Respiro palavras tuas
Escritas, faladas, nuas
Pela manhã de dezembro
D'um ano que nem lembro.

Beijo apaixonadamente o vento
Consumido pelo desejo lento
De estares sempre presente
No meu coração doente.

Demioergoi
Eveline | 23:26 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
O homem que se escondia atrás da gravata borboleta

Mais uma festa badalada. A burguesia reunida festeja a sua glória de classe triunfante, dominante. Esbanjam toda a sua riqueza em vinhos, porcelanas, decorações das mais sofisticadas e chamativas. É, sem dúvida, uma festa burguesa. Sentado na cabeceira de uma das quatrocentas mesas espalhadas pelo imenso jardim, estava, de terno verde escuro e sua inseparável gravata borboleta verde com bolinhas amarelas, o colunista social e famoso jornalista Horácio de Almeida Rodrigues. Era comum, já virara motivo de prestígio, convidar Horácio para festas como aquela. Ao lado dele, apática e de semblante triste, estava sua mulher, Sophia Rodrigues. Esta era bem diferente do seu marido, ambos chegavam a contrastar-se. Discreta, Sophia permanecia quieta, apenas observando o decorrer da festança. Flashes e câmeras rodeavam o queridíssimo Horácio, que anunciava nomes e - o que era mais importante para eles ¿ sobrenomes. Cada um ali presente aguardava que o admirável colunista proferisse o nome desta ou daquela tradicional família da cidade.
A festa entra pela madrugada e, por fim, termina nos primeiros raios de sol. Horácio e Sophia se despedem das pessoas e seguem para casa dentro de sua Lambourguini italiana, modelo do ano. Chegando em sua residência, Horácio olha para Sophia meio com desprezo e ordena, secamente, que ela preparasse um café para ele. Senta-se numa cadeira da sala-de-estar e aguarda, um tanto impaciente, que a gata borralheira terminasse de satisfazer seu pedido. Não obtendo satisfação imediata, Horácio, aquele homem que na festa era o centro de todas as atenções, virava um animal irracional. E foi por Sophia demorar um pouco mais - visto que estava cansada - a fazer o café, que o homem que se escondia atrás da gravata borboleta veio à tona: ¿O que é isso mulher? Uma hora para preparar um café?¿ E deu-lhe umas bofetadas, atitude de extrema covardia, fosse ele quem fosse. E foi dormir. Sophia casara-se com aquele duas-caras sem o saber. Caiu, como todos, na aparência daquele ser social, do jornalista modelo, do homem da gravata borboleta. Não conhecia, como todos, o animal, o ser selvagem que se escondia atrás daquele retalho de pano. O covarde batia na mulher quase todos os dias e exigia tudo, e mais alguma coisa, dela. Nunca estava satisfeito. Sophia, depressiva, como quem não tinha escolha, foi deitar-se ao lado do marido. A fera estava dormindo.
Já fazia duas horas que ambos haviam adormecido quando, de repente, Horácio desperta. Olha para o lado e vê Sophia, que dormia como um anjo. Ele olhava para a esposa e não entendia o que ela estava fazendo ali, nem mesmo quem era ela. E pensou consigo mesmo: "O que eu estou fazendo aqui? Quem é essa mulher do meu lado?¿ Não havia, aparentemente, nenhuma explicação lógica para aquele questionamento de Horácio. Sophia, por sua vez, e por coincidência, acordara de seu sono pesado e flagrara seu marido olhando bestificado para ela, admirado e avoado. ¿Por que olhas assim para mim, Horácio?¿ Ele não respondeu na mesma hora, mas, refletindo um pouco e tentando avivar a sua memória, sem êxito, no entanto, continuou: ¿Eu não sei o que eu estou fazendo aqui do seu lado, isso parece ser estranho para mim. Eu não a conheço. Não sei exatamente quem sou e o que faço¿. Sophia olhou para aquele homem do seu lado e, inexplicavelmente, soltou uma tremenda gargalhada, como nunca sorrira antes, e riu tanto, mas tanto, que lhe chegou a doer os músculos do ventre. Riu e continuou rindo. Não havia explicação para tudo aquilo. Horácio perdera a memória. Parece que os dias de sofrimento acabaram para Sophia. Agora era ele que iria comer na mão dela...


Dezembro de 1999.

Carlos Lyra | 19:23 | Deixe seu comentário |
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004
E a nóia de ter "tudo-sobre-controle" dos Estados Unidos agora afetará as transmissões ao vivo pela televisão. A rede de TV norte-americana ABC, responsável pela transmissão do Oscar, irá exibir a entrega do prêmio com um pequeno atraso de 5 segundos para cortar cenas indesejadas que vierem a ocorrer.

Isso devido ao "incidente" ocorrido na transmissão ao vivo do Supwer Bowl, pela CBS. Durante o intervalo, a cantora Janet Jackson mostrou um de seus seios. Isso seria um incidente lá, pois aqui isso teria replays e mais replays e ainda apareceria na retrospectiva 2004. Mas não aconteceu aqui. Que pena.

A verdade é que tal ato gerou uma investigação na Comissão Federal de Comunicação e o mesmo esquema de atraso irá também ser usada pela rede CBS, próximo domingo, na exibição da entrega do Grammy, a mais importante premiação da indústria fonográfica.

E também acontece que o resto do mundo saberá os ganhadores do prêmio antes dos americanos, se as emissoras nacionais não adotarem o mesmo esquema. Aqui mesmo no Brasil, o SBT, que tem exclusividade de transmissão em TV aberta, captura o sinal direto da ABC e transmite o sinal sem o atraso. E se alguém, por um acaso chegar a mostrar o seio ou qualquer parte do corpo, nos veremos sem cortes.

Alguém pode me explicar tamanha bobagem?
Carlos Eduardo | 23:45 | Deixe seu comentário |
Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004

O mundo das letras entra em desespero: morre Hilda Hilst

Quatro de fevereiro de dois mil e quatro. O Brasil perde a dama mais macho de sua literatura. Hilda de Almeida Prado Hilst, natural de Jaú - interior de São Paulo, dá baixo no seu atestado de existência, deixando órfãos os ás, bês e o resto da população alfabética que ela tanto soube cuidar.

Hilda, que enfeitou com colar de flores a pornografia, fez arte com uma costela do profano, para assim serem suas palavras: palavrões - com laços de fita e cadência perfumada. Desceu do salto para golpear com pontapés o tradicional, mantendo os pés à frente do seu tempo. A Hilda futurista dessa vez foi mais longe, deu um passo além da vida. Quiçá a imortalidade amparará a bela que encantou de Vinicius de Moraes a Drummond e continua arrematando os que se dispõe sobre qualquer de suas obras. "A obscena senhora D." , "Bufólicas", "Alcoólicas", poemas, romances, crônicas, o sumo de quem escolheu a companhia incessante da escrita e preferiu como palco a solidão de uma chácara distante. A Casa do Sol foi mesmo o seu universo particular do silêncio, onde o contato com o mundo das letras era mais víscero, posto que as palavras parecem tímidas com presenças extras e só a ausência proporciona o contato subjetivo na íntegra. Assim, Hilda optou pela vida escrita. Como recompensa teve todas as letrinhas postas, submissas, como se por escolha própria sobrevoassem a existência da Hilst artesã. A fluência era (d)ela.

Agora restam mudas, banguelas as letrinhas abandonadas. Desfalcada a literatura brasileira, deshildados estamos.

Bárbara RoMa | 19:54 | Deixe seu comentário |
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
Mais uma pérola da Literatura Brasileira se vai...
:(

Morre a escritora Hilda Hilst


"Morreu aos 73 anos, na madrugada desta quarta-feira, a escritora Hilda Hilst. Ela havia sofrido uma queda em que fraturou uma das pernas e estava internada no Hospital Universitário da Unicamp, em Campinas, desde o dia 2 de janeiro. Houve complicações no seu estado clínico e Hilda não resistiu a uma infecção. O sepultamento ocorrerá no Cemitério das Aléias, em Campinas, às 16 horas de hoje." ( Fonte - Jornal o Estdão)



"Para poder morrer
Guardo insultos e agulhas
Entre as sedas do luto.
Para poder morrer
Desarmo as armadilhas
Me estendo entre as paredes
Derruídas
Para poder morrer
Visto as cambraias
E apascento os olhos
Para novas vidas
Para poder morrer apetecida
Me cubro de promessas
Da memória.
Porque assim é preciso
Para que tu vivas."


"...e tudo é tão redondo e completo na hora da morte, pois aí sim é que estás completamente acabado, inteirinho tu mesmo, nítido nítido, preciso, exato como um magnífico teorema..."

"Se não fosse a morte, quem sabe não teríamos o nosso sexo assim como ele é, nosso sexo seria uma flor azul belíssima sobre a fronte."

Eveline | 09:57 | Deixe seu comentário |
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004
Análise das Confissões de Sto. Agostinho - Livro II ¿ Os Pecados Da Adolescência

Agostinho inicia o segundo livro de suas Confissões justamente confessando seus pecados da adolescência. Não fica muito claro se estes atos perversos da vontade, narrados pelo autor, se realizaram na realidade de fato ou eram apenas fantasias exageradas de um sujeito amargurado, cheio de sentimentos de culpa, principalmente em relação à sexualidade, como podemos constatar nas passagens: ¿Quero recordar as minhas torpezas passadas e as depravações carnais da minha alma... É por amor do vosso amor que, amargamente, chamo à memória os caminhos viciosos... Concentro-me, livre da dispersão em que me dissipei e me reduzi ao nada, afastando-me de vossa unidade para inúmeras bagatelas¿. Ou ainda nas passagens: ¿Quantas vezes, na adolescência, ardi em desejos de me satisfazer em prazeres infernais, ousando até entregar-me a vários e tenebrosos amores!¿.
No capítulo 3, Agostinho narra a seguinte passagem: ¿... meu pai, durante o banho, vendo-me entrar já na puberdade e revestido da adolescência inquieta, contou-o todo alegre, a minha mãe, como se tal verificação o fizesse saltar de prazer com a idéia de ter netos. Era uma alegria, aliás, proveniente da embriaguez produzida pelo vinho invisível da sua vontade perversa e inclinada às coisas baixas...¿. Agostinho vivenciou um intenso conflito durante sua vida: por um lado, condenava seu pai a ponto de depreciar totalmente as atitudes dele, uma vez que o mesmo não possuía a fé cristã e se orgulhava daquilo que, para a religião, era considerado pecado carnal; por outro lado, sua mãe, extremamente religiosa, rogava a Deus pela salvação de seu único filho, visto que este, apesar de reconhecer seu destino (ainda que inconscientemente), insistia em se distanciar do caminho de Deus, desviando-se pelos caminhos do mundo e, particularmente, do maniqueísmo. Diante de tal conflito, Agostinho acaba por se entregar a Deus, depois de anos de resistência, realizando a vontade de sua mãe. Na impossibilidade de expressar o seu amor por seu pai real, e aceitá-lo como tal, Agostinho se volta para Deus, numa relação de identificação na qual é permitida a expressão plena de um amor intenso pela figura paterna, que poderia caracterizar uma relação homoerótica com Deus, como afirmam alguns dos mais estudiosos no assunto. Para Freud (na obra O Futuro de Uma Ilusão), Deus é um substituto do pai real, da imagem infantil do pai protetor. No caso de Agostinho, por razões evidentes no relacionamento deste com os pais, a máxima freudiana parece aplicar-se com bastante propriedade, encaixando-se como uma luva.
No capítulo 4, Agostinho escreve sobre um episódio de um furto cometido por ele, juntamente com seus amigos, pelo simples ¿gosto de pecar e sem interesse algum (N. do T.)¿, como afirma o próprio autor: ¿E eu quis roubar; roubei, não instigado pela necessidade, mas somente pela penúria, pelo fastio da justiça e pelo excesso da maldade¿. Mais uma vez, é notória a maneira como Agostinho julga a si mesmo, com o rigor e a imparcialidade de um juiz altamente castrador e punitivo.
No capítulo seguinte, o autor discute ¿a causa ordinária do pecado¿, afirmando que os bens exteriores possuem, em si, um ¿certo atrativo¿. Estes, por sua vez, atraem o homem, que acaba por ignorar outros bens ¿melhores e mais elevados¿. Agostinho se pergunta qual a razão de o homem ser arrastado pelo mal. Este possui uma aparência sedutora, a exemplo da própria figura do Diabo, da maneira como é narrado na Bíblia, na qual sua imagem e suas palavras são sedutoras e atrativas, porém, num segundo momento, se revelam como uma armadilha diabólica para o ser humano. Os instintos do homem, quando não controlados, teriam uma tendência ao pecado, a cair nessas armadilhas do diabo. É mister considerar que, até onde nos propomos a analisar a obra de Agostinho, este não se refere em nenhum momento à figura do Diabo, mas considera o mal como ausência ou privação do Bem, o qual é a própria essência de Deus.
Carlos Lyra | 21:12 | Deixe seu comentário |
Domingo, Fevereiro 01, 2004
LULA É CULPADO PELOS ASSASSINATOS NO CAMPO: 71 MORTOS!

Não adianta mais, ta na cara que o governo Lula é fiel capacho dos estados unidos...Se não bastasse a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), e os acordos da dívida externa, (fielmente pagos por Lula e seus títeres), o índice de mortos no campo assombra qualquer um. Foram 71 assassinatos de trabalhadores sem terra sob a administração da ¿esperança¿.
Na época de FHC, os petistas diziam que a morte dos camponeses era responsabilidade do governo, e agora, como explicar que no governo Lula o índice é ainda maior? Não me venham dizer que essa lógica só serve para o PSDB! O governo Lula é sim o responsável por todas essas mortes, pois se realizassem os mínimos das tarefas democráticas que um país precisa para seu desenvolvimento, como por exemplo, a reforma agrária, esse genocídio não estava acontecendo no campo.
O massacre que ocorre hoje com os trabalhadores rurais, sem terras, tem haver com o descaso do bonequinho preferido de Tio Sam: Lula. Ele além de não encaminhar a justa reivindicação de Reforma Agrária, ainda lambe as botas dos latifundiários, presente em seu governo, e negocia o Bra$il, pais, diga-se de passagem, muito lucrável para os sanguessugas imperialistas.
Lula é culpado pela morte dos 71 assassinatos no campo e não há como evitar o debate. E o debate é muito simples, ou esse governo babão rompe com a pauta de reformas neoliberais, que faz para agradar seus amigos capitalistas, e empreende uma luta encarniçada contra esses criminosos de colarinho branco e imperialista, ou, verá, todos os dias, nas páginas dos jornais, mais um pai de família cruelmente assassinado. Mas parece que Lula não está nem ai com os trabalhadores que o elegeram. Lula não quer saber, ele virou Póncio Pilatos, lavou as mãos!
Aos trabalhadores, no entanto, resta outro caminho, o da luta. Não podemos esperar ver o nosso país ser entregue de bandeja através da Alca, da dívida externa...nem muito menos admitirmos os abusos contra sem terra, servidores públicos, aposentados etc, que essa corja de vendidos vem promovendo a fim de salvar os interesses da burguesia internacional. O governo Lula consegue ser tão subserviente ao FMI como Fernando Henrique. Os dois jogam no mesmo time.
Fanka
Fanka | 11:00 | Deixe seu comentário |