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Patativa do Assaré Xilogravura de Francorli, Juazeiro do Norte

Sonhos Claudia Alexandra, portuguesa.

Banho de Lua Claudia Alexandra, portuguesa.
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| Segunda-feira, Maio 31, 2004 |
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Conferências Introdutórias à Psicanálise
Conferência II ¿ Parapraxias
Nesta conferência, Freud apresenta os fenômenos conhecidos como parapraxias, ou atos falhos, que podem ser de diversos tipos: lapsos de língua, de leitura ou de escrita; lapsos de audição; o esquecimento; o extravio; a perda de um objeto; e outras espécies de erros. Freud chama a atenção para o fato de a psicanálise se preocupar em conhecer alguns fenômenos, como as parapraxias ou os sonhos, que podem parecer banais para outras ciências. Ele ainda afirma que a psicanálise, como tantas outras formas de conhecimento, procura partir de pequenos fenômenos para só então atingir o entendimento dos grandes fenômenos e estruturas. Freud também comenta e critica a tentativa de outros autores, como Meringer e Mayer, de estudar as parapraxias de uma forma meramente descritiva, classificando-as como transposições, pré-sonâncias [antecipações], pós-sonâncias [perseverações], fusões (contaminações) e substituições. Para Freud, a questão fundamental no estudo das parapraxias é o seu sentido, isto é, sua significação. Freud ilustra suas idéias com inúmeros exemplos, grande parte deles retirados de sua obra Psicopatologia da vida cotidiana (1901).
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| Sexta-feira, Maio 28, 2004 |
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Passamos dois anos para poder assitir ao final da Terceia Era. Sauron, depois de derrotado pelos povos livres da Terra Média, sente que é a hora de se erguer novamente para poder dominar o mundo. Sua principal arma para a maldade foi encontrada. Os Nazgûl estão entre nós, caçando. Os elfos estão deixando a Terra-Média. Os homens precisam de um rei para guiá-los.
A Sociedade do Anel, rompida, agora atua em dois lugares: Frodo e Sam estão no território do Inimigo dos Homens, enquanto Gandalf, Aragorn, Legolas, Gimli, Pipin e Merry vão a caminho de Gondor, Cidade dos Reis dos Homens.
A trilogia de O Senhor dos Anéis nos apresenta um cenário tão fantástico quanto suas criaturas: Hobbits, olifantes, orcs, elfos, nazgûl, uruk-hais, balrogs, trolls, ents e aranhas gigantes. Através do conto de Tolkien e da ousadia de Peter Jackson, somos levados a um grandioso mundo de magia criado por Ilúvatar, o Único, e moldado pelos Poderes do Mundo, os Valar.
Se em A Sociedade do Anel ficamos de queixo caído quando vimos os enormes pilastres do antigo reino dos anões nas minas de Moria, testemunhamos uma cena de beleza, morbidez e aflição quando Frodo, Sam e Gollum atravessam o Pântano dos Mortos em As Duas Torres. Em O Retorno do Rei, Peter Jackson exibe cenas que, ao ver, ficamos maravilhados e tensos quando nos mostra Frodo sendo perseguido por Laracna, Gollum tendo mais uma crise de dupla personalidade, Aragorn, Gimli e Legolas entrando nas Sendas dos Mortos. O ambiente que Jakson nos prepara, tanto Sendas quanto na toca de Laracna, é tenso, mesmo quando sabenos o que irá acontecer. E a cidade de Gondor, surgindo no horizonte com seus muros e castelos feitos de mármore, brilhando à luz do Sol, e dos seus faróis quando se acendem com maestria conforme a trilha de Howard Shore é tocana, tão brilhante quanto a cena em que voamos até o pico das montanhas entre Gondor e Rohan.
A jornada de Frodo está chegando ao fim enquanto os reinos de Rohan e Gondor se preparam para a maior guerra travada na Terceira Era. Aragorn precisa estar preparado para reivindicar o seu trono como Rei dos Homens. Sauron, vendo isso como uma ameaça, manda um grande exército aos portões de Gondor. O medo domina a cidade.
O Regente de Gondor, Denethor, envia o seu filho Faramir para retomar a cidade de Osgiliath, tomada pelos orcs. Enquanto isso, ele faz uma refeição que, por não ser farta, mostra que o reinado está prestes a cair. Enquanto ele come e Faramir avança para a cidade tomada, Pipin canta uma canção e chora pelos cavaleiros de Gondor.
A batalha nos campos de Pelennor é o grande acontecimento de O Retorno do Rei. Ors pela terra, Nazgûls pelo céu, enormes pedras arremeçadas por ferramentas de ambos os exércitos. O medo. O Fogo. Os cavaleiros de Rohan surgindo no horizonte. O grito de Théoden. "MORTE!" A cavalaria avançando. O rosto de medo dos orcs e a ira na face de Éomer. Gritos de guerra. Gandalf liderando o exército dos homens. A sina de Denethor.
Quando os orcs são postos para correr, surgem os olifantes como uma nova ameaça. Animais enormes com soldados sulistas atacando os cavaleiros de Rohan. Mais uma angústia. Mais uma luta. Os orcs continuam invadindo os portões de Gondor. Uma batalha que não veremos uma igual nos próximos anos. Uma luta para a liberdade, para a glória e para a morte.
Não... este ano não teremos mais O Senhor dos Anéis. Mas ele será lembrado, muito pelos os Oscars, mas muito mais pela magia, pela grandiesa, pela nobreza e pela obra que realmente é. |
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| Quinta-feira, Maio 27, 2004 |
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coisas que a gente pensa, mediante tanto ar envolto, enquanto volta pra casa arrastando a bicicleta do pneu seco
Então eu, em primeira pessoa, acredito que por trás de todos os mais atrás, há uma disposição equilibrada entre as partes de um todo. Estando ela desregulada. E o todo sendo o mundo. Digo, o universo. Um só não, me entenda, todos. Não, o todo é o tudo, contando com a universalidade. Assim: pra cada estrela no céu há uma não estrela no céu. (um espaço, no caso). Um vazio para um corpo, assim como preto está para branco. Digo, havendo o deserto do Saara, há de haver terra faltando - e água sobrando; São Paulo e demais cidades verticais. Aliás, a pura verticalização, para a pura horizontalização. Um pedaço que falta ali, sobra em outro canto. Regulando dava certo. Havia de.
Os cabeludos circulam com o excesso de cabelos que faltam aos carecas. Há uma proporção de gordura extra junto à carne de uns, enquanto outros, ai, angolanos. E os norte-americanos nas clínicas de redução de peso; E crianças brotando, aos montes - aos montes - da placenta de quem não tem condições pra criar, e casais em tratamento por não estarem em condições biológicas; E carros, aos vários, nas garagens, concessionárias, faltando quem ande. E gente farta nos ônibus; Os muitos dinheiros do senhor homem mais ricos do mundo correspondem ao li$eu do homem, dos muitos homens e mulheres e crianças, famílias que vivem à margem;
Oportunidades sobram pra quem não as quer.
Os pingos que escapam de uma torneira desregulada são os mesmos que um africano sonha em beber. E a gente lava calçada, vaso sanitário, e shu, shu, água pra todo lado. (fora o vermelho.)
Há tantas faltas quanto de excessos houverem.
E quede harmonia? confinou-se, pra-sempre-assim?, nas orquestras sinfônicas, Bach, Bethoven, Chopin? isso eu perguntando pra primeira-pessoa, aleatoriamente.
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| Segunda-feira, Maio 24, 2004 |
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Conferências Introdutórias à Psicanálise [1916-17], de Freud
Conferência I ¿ Introdução
Nesta conferência introdutória, Freud expõe os objetivos que almeja alcançar com suas Conferências Introdutórias à Psicanálise, que visa atingir principalmente um público leigo, ou principiante, em psicanálise. Freud chama atenção para as dificuldades que o tratamento psicanalítico oferece em comparação com um procedimento médico tradicional, como também apresenta o problema da transmissão da psicanálise. Posteriormente, Freud introduz aos leitores de sua conferência dois pressupostos fundamentais da teoria psicanalítica que vão de encontro com a ordem vigente na ciência e na sociedade de sua época, quais sejam: a existência de uma atividade inconsciente que determina o funcionamento do aparelho psíquico; e a sexualidade como determinante do comportamento normal e patológico do ser humano.
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| Sexta-feira, Maio 21, 2004 |
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Em 24 de outubro de 2003, no presente blog, eu havia escrito algo sobre um então recente lançamento nos Estados Unidos. Tratava-se de Kill Bill vol. 1, o 4º filme de Quentin Tarantino. Nos States, ele teve sua estréia em 12 de outubro de 2003, e no Brasil estava agendado para 12 de dezembro daquele ano, mas com vários outros adiamentos, o filme chegou aos cinemas brasileiros agora, em 23 de abril de 2004.
Tal atraso permitiu que muita gente buscasse a versão alternativa, que se me permitem, pego o título da reportagem de Kleber Mendonça Filho, do Cinemascópio, "Kill Bill vol.1.mpeg / downloading...". Confesso que fiquei tentado em assistir depois de baixá-lo usando um programa de 2P2, mas resisti e esperei até a sua chegada nos cinemas. Assim como achou o Kleber, tambem acho: foi melhor.
Poder ouvir a trilha sonora, recheada de baladas dos anos 70 no cinema foi demais. O que é típico de Tarantino. Os closes nos olhos, o movimento da câmera, os diálogos cômicos e a edição. Tarantino provou mais uma vez que é autentico, mesmo quando faz um filme homenageando os antigos filmes de western e kung-fu.
Para quem não conhece a história do filme, trata-se de um drama de vingança. No dia do seu casamento, A Noiva (Uma Truman, o nome do seu personagem não é revelado) é atacada pelo Esquadrão de Assassinos Víbora Mortal, que seu noivo, o Bill e ela masma fazia parte. Ela, grávida, acaba não morrendo e fica em estado de coma durante quatro anos. Quando acorda, as memórias ainda são recentes como se tudo tivesse acontecido um dia antes. A Noiva decide partir para a vingança.
Como o custume de Tarantino, ele breca (ou estimula) a ação mostrando os acontecimentos fora da ordem cronológica e apresenta cada um dos membros do Esquadrão de forma diferente. Particularmente para a personagem de Luci Liu, a O-Ren Ishii. Codinome: Boca de Algodão. A seqüência em que a origem dela é contada, em anime, é fantástico. Tal resultado não poderia ser atingido usando atores reais. Tamanha brutalidade das cenas. Mais um ponto para Tarantino. O filme foi considerado por muitos o mais violento já realizado. Mas vamos ponderar um pouco. O filme é exagerado, e é um exagero proposital. A forma que o sangue esguiha das cabeças ou traços decepados é absurda, assim como os pulos de Yun-Fat Chow e Zizi Zhang em O Tigre e o Dragão. Tal violência não pode ser levada a sério.
Mas pulando esses conceitos, a cena mais "brutal" é onde A Noiva desafia mais de 80 capangas de O-Ren. Nesse momento a projeção é monocromárica, e se Tarantino fez isso para não causar muito impacto, "escondendo" o vermelho de sangue ou se simplesmente para melhorar a fotorafia, o fato é que ficou brilhante. Mais ainda quando as luzes são apagadas e vemos somente os traços dos personagens, com o efeito back-light.
O filme termina no meio da história, deixando muitos ainda com mais vontade do segundo capítulo. Quem sabe um "Kill Bill vol.2.mpeg / downloading..." para ajudar? o fato é que o Kill Bill vol. 2 está agendado para estrear no Brasil em 22 de outubro de 2004, enquanto nossos amigos norte americanos já podem ver desde 16 de abril. Novamente somos o útimo país que irá ver o filme. Tudo isso graças à ganância da Miramax, que nos faz pagar dois ingressos para assistir um único filme. Em em seus lançamentos em DVD não será diferente. Após lançar o volume 2 para as prateleiras, o estúdio pretende lançar box com so dois filmes com extras não contidos nos dois anteriores. É a tecnologia sendo usada contra nós, consumistas.
à espera  |
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| Quinta-feira, Maio 20, 2004 |
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pra vocês que esperaram, Zila Mamede, que não filósofa, mas linda. Digo, daqui de Natal
Tirado do livro Rosa de Pedra, 1953
Soneto Transitório
Fumaça que se perde pelos ares
igual ao pensamento dissolvido
no medo já distante, ora fugido
na dispersão dos cânticos lunares.
Desejos repousando noutros mares
- talvez em louro mar desconhecido,
talvez em branco gesto impercebido
perdendo-se nas rotas estrelares.
Paisagem transformada no momento,
idéias, mitos, transfiguração
de cinzas em canção e movimento.
Fumaça nas alturas consumida,
instante luz, total sublimação
dessa hora mansa, clara e impressentida.
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| Segunda-feira, Maio 17, 2004 |
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Explicações Neurofisiológicas e Explicações Propositais
Segundo Norman Malcolm , explicações neurofisiológicas do comportamento ¿explicam diferentes coisas¿: Explicações propositais explicam ações. Explicações neurofisiológicas explicam movimentos. Ambos explicam o comportamento: mas só podemos afirmar isso porque usamos a palavra ¿comportamento¿ de forma ambígua, isto é, para designar ações e movimentos. Por um lado podemos explicar um comportamento em termos de uma intenção; por outro lado, podemos utilizar uma explicação neurofisiológica para o mesmo comportamento, sem se referir a uma intenção, mas ligando um movimento às transformações químicas de um corpo ou à descarga de um neurônio.
Malcolm, não obstante, aponta que enquanto parece haver alguma verdade na noção ¿de que os diferentes tipos de explicação empregam conceitos distintos e, num sentido, explicam coisas diferentes¿, está bem menos claro se as explicações são, em sua base, ¿independente uma da outra¿. De fato, ¿explicações propositais poderiam ser refutadas pela verificação de uma teoria neurofisiológica compreensiva do comportamento¿.
Estamos, pois, num dilema. Ou admitimos que explicações ¿propositais¿ do comportamento têm apenas uma posição pragmática, ou abandonamos nossa concepção do domínio físico como causalmente autônomo. Embora cada uma destas opções tenha seu fundamento, muitos teóricos têm procurado um meio termo, um caminho entre os dois lados do dilema, que forneça a ambos uma convicção metafísica de que o mundo físico é causalmente fechado, e a visão do senso comum de que as mentes fazem uma diferença.
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| Sexta-feira, Maio 14, 2004 |
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O Festival de Cinema de Cannes deste ano, que iniciou dia 12 e irá acontecer até o dia 22, fará uma homenagem do Brasil com uma seção com o títudo 40 Anos de Cinema Novo.
Há quarenta anos, Glauber Rocha exibia o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, um marco para o Cinema Novo. O filme será exibido novamente, acompanhado com mais seis obras: Terra em Transe, Vidas Secas, Bye Bye Brasil, Dona Flor e seus Dois Maridos, Limite e Cinema Falado.
Na mostra competitiva, o Walter Salles (de Central do Brasil) representará o Brasil com o filme Diários de Motocicleta, filme que conta sobre a juventude de Che Guevara.
Este ano, Quentin Tarantino será o presidente do Juri. Kill Bill vol. 2, que estreiou há pouco nos Estados Unidos, estará fora da competição da Palma de Ouro. Junto com Tatanrino, estão os juris Benoît POELVOORDE, Edwidge Emmanuelle BEART, Jerry SCHATZBERG, Kathleen TURNER, Peter VON BAGH, Tilda SWINTON e Tsui HARK.
Veja os filmes que estarão na competição:
2046 dirigido por WONG Kar-wai
CLEAN dirigido por Olivier ASSAYAS
CONSEQUENCES OF LOVE dirigido por Paolo SORRENTINO
EXILS dirigido por Tony GATLIF
FAHRENHEIT 911 dirigido por Michael MOORE
GHOST IN THE SHELL 2: INNOCENCE dirigido por OSHII Mamoru
LIFE IS A MIRACLE dirigido por Emir KUSTURICA
LOOK AT ME dirigido por Agnès JAOUI
MONDOVINO dirigido por Jonathan NOSSITER
NOBODY KNOWS dirigido por KORE-EDA Hirokazu
OLD BOY dirigido por PARK Chan-wook
SHREK 2 dirigido por Andrew ADAMSON, Kelly ASBURY, Conrad VERNON
SUD PRALAD dirigido por Apichatpong WEERASETHAKUL
THE EDUKATORS dirigido por Hans WEINGARTNER
THE HOLY GIRL dirigido por Lucrecia MARTEL
THE LADYKILLERS dirigido por Ethan COEN, Joel COEN
THE LIFE AND DEATH OF PETER SELLERS dirigido por Stephen HOPKINS
THE MOTORCYCLE DIARIES dirigido por Walter SALLES
WOMAN IS THE FUTURE OF MAN dirigido por HONG Sangsoo |
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| Quinta-feira, Maio 13, 2004 |
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E a gente é
todo o mundo
sozinho?
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| Segunda-feira, Maio 10, 2004 |
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A Importância de Ser Uma Pessoa
De acordo com a Visão de Constituição, o que é ontologicamente mais importante acerca dos seres humanos é o fato de que eles são pessoas. Em contraposição, de acordo com a Visão Animalista, o que é ontologicamente mais importante acerca dos seres humanos é o fato de que são animais. Baker se propõe a demonstrar a diferença que faz o fato de sermos pessoas.
Neste sentido, a autora afirma no capítulo 6 de sua obra Persons and Bodies (2000), intitulado ¿The Importance of Being a Person¿, que é a perspectiva em primeira-pessoa, em virtude da qual somos pessoas, que produz aquilo que diz respeito a nós. Primeiramente, nos referimos a nós mesmos de um modo que, logicamente, animais que carecem de perspectivas em primeira-pessoa não podem se referir a si mesmos. Animais não-humanos podem procurar sobrevier e reproduzir, mas apenas seres com perspectivas em primeira-pessoa podem ter concepções acerca de seus próprios futuros. Para Baker, apenas pessoas podem ter medos e esperanças acerca do futuro, e apenas pessoas podem procurar ajustar seus futuros de acordo com suas próprias idéias do tipo de seres que desejam ser. Em suma, animais que não constituem pessoas não podem ser importantes para si mesmos da mesma forma que pessoas são importantes para si mesmas. Isto se deve porque a perspectiva em primeira-pessoa nos permite pensar sobre, e fazer idéia de, nós mesmos de uma maneira singular.
De acordo com Baker, pessoas são importantes, no esquema das coisas, como portadores de normatividade. Com a emergência das pessoas, surge nova normatividade em no mínimo duas formas. Primeiramente, seres com perspectivas em primeira-pessoa são agentes morais que estão sujeitos a julgamento moral. Em segundo lugar, seres com perspectivas em primeira-pessoa são agentes racionais que se ocupam em atividades normativas.
As idéias de agencia moral e agencia racional são complexas e profundas. O propósito de Baker é mostrar que por mais que a verdade final seja sobre a agencia moral e a agencia racional, a perspectiva em primeira-pessoa será encontrada no interior de seus núcleos.
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Amigos, estou voltando com calma desta vez. Inicialmente, irei publicando textos que me parecem de interesse público, de outros autores. Eventualmente, algo meu.
Abraços a todos (é bom estar de volta!)
RONY
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Livro faz declaração de amor à música brasileira
Brasil Rito e Ritmo faz homenagem apaixonada à história da composição clássica e popular ao longo do século 20, com apoio de um vasto material, incluindo textos, fotos e CDs.
São Paulo - Feito com esmero por quem é apaixonado por música brasileira, o livro Brasil Rito e Ritmo - Um Século de Música Popular e Clássica (Aprazível Edições, 240 págs., R$ 180) está saindo do forno direto para as lojas da Livraria Cultura, com apoio da Bradesco Seguros e do Ministério da Cultura. Segundo o organizador do projeto, Leonel Kaz, Brasil Rito e Ritmo é para ser lido, ouvido e visto, uma vez que o mesmo vem bem abastecido com textos de Kaz, Ricardo Cravo Albin, João Máximo, Tárik de Souza e Luiz Paulo Horta, CDs (um de música popular e outro de música clássica) e um delicioso material fotográfico.
Cada autor convidado ficou responsável por determinado período da nossa música, contextualizando-o dentro do momento político no qual originou. Historiador de MPB, crítico e comentarista, Ricardo Cravo Albin reconstrói dos tempos de Chiquinha Gonzaga à Era do Rádio. Na seqüência, o jornalista João Máximo se atém à relação de poder de Vargas com os compositores e se estende até a bossa nova. No capítulo Do Arrastão dos Festivais à Polifonia - MPB em Transe, o jornalista Tárik de Souza foca os festivais da canção, passa pelo tropicalismo e desemboca nos dias de hoje. Kaz assina o texto introdutório, tratando da miscigenação das raízes étnicas e das múltiplas influências na música brasileira, desde os primórdios do Brasil. Unindo todas as pontas, tem-se a trajetória da música brasileira ao longo do século 20, com reflexão final do crítico musical Luiz Paulo Horta, sobre a fusão da música popular e clássica.
Todos capítulos têm vida independente, assim como as belas 200 imagens reunidas no livro, a maioria P&B, que não necessariamente dialogam com os textos. A cada nova página, elas enchem os olhos pela beleza plástica, pelo valor histórico e pelos personagens da música brasileira, em flagrantes, em grande parte, pouco conhecidos do público. As fotos foram pinçadas de um material inicial de 20 mil imagens, resgatadas de 23 arquivos, entre eles, da Agência Estado, do Arquivo do Estado, do Departamento do Patrimônio Histórico, do Museu da Imagem e do Som/Rio.
Para o processo de pesquisa, Leonel Kaz contou com a colaboração de Wladimir Sacchetta, dono da Companhia da Memória (que acabou de prestar consultoria à minissérie Um só Coração) e sua equipe. Além de tudo já mencionado, existem outros detalhes, como o formato do livro, propositalmente com as mesmas medidas do LP; as páginas são envernizadas, para a oleosidade dos dedos não deixar marcas; e dois CDs acoplados na parte interna da obra. A seleção das músicas, aliás, foi um capítulo à parte. A autorização para o uso dos fonogramas junto a autores, intérpretes, entre outros envolvidos, mostrou-se mais trabalhosa do que propriamente a escolha das canções que integrariam o repertório dos discos. As gravações também receberam atenção especial: foram remixadas e remasterizadas.
Adriana Del Ré
(originalmente publicado no site Click21) |
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| Sexta-feira, Maio 07, 2004 |
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| Festival de Cannes em 12 de maio. Aguardem minha volta! |
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| Quarta-feira, Maio 05, 2004 |
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Desfecho
Paixão escolhida
Amor inevitável
Sofrimento esperado
Sofrimento vivido
Medo
Ilusão
Desejo
Descontrole
Lágrimas
Noites vazias
Lábios secos
Pensamentos
Conclusão
Vida.
Eveline Alvarez
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| Segunda-feira, Maio 03, 2004 |
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Atitudes na Ação
Propriedade de Constituição
Segundo Baker , a chave para a solução do problema da causação mental é o que ela denomina de ¿propriedade de constituição¿. Propriedade de constituição é análoga à idéia que a autora desenvolveu para compreender os particulares em termos do que ela chama simplesmente de ¿constituição¿. Mas no lugar de utilizar o termo ¿constituição¿ para se referir a objetos, Baker irá considerar as condições sob as quais a constituição se refere às propriedades de instanciação. Neste sentido, ela aceita a noção de um universo estratificado, com diferentes níveis de realidade. No nível mais baixo, estariam as propriedades microfísicas. Lá em cima estariam as propriedades não-intencionais macrofísicas. Mais acima estariam as propriedades intencionais às quais a autora se refere em sua exposição. Então, uma instanciação de uma propriedade intencional deve ser constituída por uma instanciação de uma propriedade macrofísica não-intencional, a qual, por sua vez, é constituída por uma instanciação de uma propriedade microfísica não-intencional. A idéia básica da propriedade de constituição é que quando certas propriedades são instanciadas em certas circunstâncias, propriedades adicionais são instanciadas.
Uma Visão da Constituição da Causação Mental
As propriedades de instanciação, segundo Baker possuem relações de constituição e relações causais com outras propriedades de instanciação. Porém as relações de constituição não são elas mesmas relações causais. As relações de constituição se dão sempre no sentido ¿vertical¿, enquanto as relações causais se dão tipicamente no sentido ¿horizontal¿.
Fisicalismo não-redutivista
Toda ação requer a instanciação de alguma propriedade intencional; a instanciação de tal propriedade intencional não é causalmente explicável pela instanciação de propriedades não-intencionais. A propriedade de constituição não é, ela mesma, uma relação causal. Uma ação é explicada por crenças, desejos e intenções, e não por aquilo que constitui a ação. Nem uma ação é explicada por propriedades não-intencionais que constituem as crenças, desejos e intenções relevantes. As propriedades não-intencionais que constituem as crenças, desejos e intenções relevantes não explicam a ação, pois os efeitos das crenças e desejos não são sensíveis às diferenças no meio das propriedades não-intencionais que bem poderiam, igualmente, ter constituído as crenças e desejos. Para Baker , o que importa para o propósito de explicar ações são as crenças e desejos, e não as formas pelas quais elas são constituídas.
Por fim, a idéia de propriedade de constituição, segundo Baker , permite-nos enxergar nosso mundo como um mundo, assegurado pela constituição, do que como um epifenômeno de um mundo invisível da microfísica. De acordo com a autora, ao olharmos para o mundo dessa forma, podemos ver como a causação mental fisicalista e não-redutivista é possível.
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