 |
| Nossa galeria |

Patativa do Assaré Xilogravura de Francorli, Juazeiro do Norte

Sonhos Claudia Alexandra, portuguesa.

Banho de Lua Claudia Alexandra, portuguesa.
|
 |
| Nosso arquivo |
|
|
 |
|
 |
|
 |
| Segunda-feira, Agosto 30, 2004 |
|
|
Conferências Introdutórias à Psicanálise
Conferência XV ¿ Incertezas e Críticas
Nesta conferência, Freud comenta sobre algumas dúvidas e incertezas mais freqüentes acerca da teoria psicanalítica dos sonhos. Primeiramente, critica-se a incerteza quanto ao significado simbólico ou real de um elemento do sonho e o critério que o analista utiliza para interpretá-lo. Freud afirma que a ambigüidade é uma característica inerente ao sonho, e que a interpretação de um elemento onírico vai depender da habilidade, experiência e compreensão do analista, além da história de vida do paciente e de suas associações. Outra crítica é sobre a direção que as interpretações dos sonhos podem tomar: parecendo artificiais, forçadas ou impostas pelo analista. Freud esclarece que a tradução de um sonho é feita por meio das associações que os pacientes fornecem, as quais se apresentam naturalmente em um dado contexto. Além disso, Freud cita alguns exemplos de interpretações de sonhos que se assemelham com chistes. Freud também chama a atenção para o fato de que muitas pessoas, inclusive psicanalistas, confundem certos conceitos de sua teoria dos sonhos e realizam ¿generalizações injustificadas¿, como, por exemplo: afirmar que os sonhos possuem um ¿propósito prospectivo¿, isto é, são tentativas de solucionar problemas futuros; ou ainda, que os sonhos são sempre a expressão de uma idéia acerca da morte; ou dizer que todo sonho possui duas interpretações possíveis, uma masculina e outra feminina. Freud admite que alguns sonhos podem expressar algo semelhante ao que foi citado nesses exemplos, mas os mesmos não encerram absolutamente o significado daqueles e nem podem ser tidos como universais. Em último lugar, Freud comenta sobre a acusação de que os conteúdos dos sonhos dos pacientes versam sempre sobre temas relacionados às teorias defendidas por seus analistas. Sobre isto, Freud afirma que muitos dos conteúdos que aparecem nos sonhos no decorrer do tratamento já estavam presentes antes de seu início, e que qualquer observação feita pelo analista ao paciente pode, ocasionalmente, servir como ¿resto diurno¿ e influenciar alguma passagem de um sonho do paciente. Freud ressalta, contudo, que o mecanismo de elaboração onírica e os desejos inconscientes estão isentos de qualquer influência externa.
|
|
|
| Quinta-feira, Agosto 26, 2004 |
|
|
::cessão dicionário::
Morte
Em seu sentido filosófico, a morte sempre foi entendida como o desaparecimento ou cessação da existência humana, mais levando a se pensar o sentido da vida. Para Platão, "filosofar é aprender a morrer": e a imortalidade da alma é "um belo risco a ser corrido". Para Epicuro, a morte é uma certeza, mas não constitui um mal nem deve ser temida, pois é a dissolução do ser total (alma e corpo). Pascal reconhece que estamos "todos condenados à morte", pois somos seres frágeis: mas somos os únicos seres a saber que morremos: nossa dignidade consiste em pensarmos a morte e a salvação. Kant faz da imortalidade da sua alma um dos postulados indemonstráveis da razão prática (os dois outros são a existência de Deus e a liberdade: númeno).
Na filosofia existencial de Heidegger, a morte é o sinal da finitude e da individualidade humana que o homem precisa assumir para escapar da alienação de si e da banalidade do cotidiano: "A morte se desvela como a possibilidade absolutamente própria, incondicional e intransponível". Contudo, "a limitação de nossa existência pela morte é sempre decisiva para a nossa compreensão e nossa apreciação da vida". Assim, "este fim que designamos pela morte não significa, para a realidade humana (Dussein), um 'ser-terminado', mas um ser para o fim, que é o ser desse existente".
Conceitos: "Temer a morte, atenienses, não é outra coisa senão acreditar-se sábio, sem sê-lo, pois é crer que sabemos o que uma das numerosas ilusões que criamos para nos tornar suportável o fardo da existência... no fundo, ninguém acredita em sua própria morte ou, o que dá no mesmo, em seu inconsciente cada um está persuadido de sua própria imortalidade" (Freud). "A morte não é um acontecimento da vida. A morte não pode ser vivida" (Wittgenstein).
|
|
|
| Segunda-feira, Agosto 23, 2004 |
|
|
Conferências Introdutórias à Psicanálise
Conferência XIV ¿ Realização de Desejo
Nesta conferência, Freud defende sua tese de que, em última instância, os sonhos são realizações de desejos (infantis). Para Freud, a realização de desejos nem sempre é evidente em um sonho, pois freqüentemente o mesmo está submetido a uma deformação onírica. Geralmente, os desejos em questão são deformados pela censura dos sonhos, e só podem ser traduzidos mediante o trabalho interpretativo realizado através da psicanálise. Freud procura justificar o fato de que alguns sonhos parecem ser angustiantes e desagradáveis ao sonhador, o que poderia constituir uma crítica à definição dos sonhos como realização de desejos. Desta forma, Freud argumenta o seguinte: 1) Pode haver uma falha da elaboração onírica em transformar os pensamentos oníricos latentes numa realização de desejo expressa no sonho manifesto, o que explicaria o excedente de afeto aflitivo encontrado no sonho manifesto; 2) A ansiedade relativa ao desejo reprimido pode ser de um tal grau elevado que é capaz de vencer a censura e ser sentida pelo sonhador como algo desagradável; 3) Um desejo prazeroso pode se realizar através de seu oposto, isto é, de uma ansiedade aflitiva. Freud afirma que a elaboração onírica, além de transformar os pensamentos oníricos latentes relativos aos ¿restos diurnos¿, também acrescenta aos mesmos um desejo inconsciente, o qual seria a verdadeira ¿força propulsora¿ na construção de um sonho. No que se refere aos pensamentos latentes, os sonhos podem expressar uma série de coisas, como uma advertência, uma intenção, uma preparação, etc; mas, no que diz respeito ao material inconsciente, o sonho é simplesmente o produto da realização de um desejo (infantil).
|
|
|
| Quinta-feira, Agosto 19, 2004 |
|
|
::entre aspas::
Arturo Gouveia, A Arte do Breve, Ed. Manufatura, 2003 - João Pessoa - PB
Tiago Matias (um dos personagens do conto-peça FERRO À VISTA) - Somos descendentes da Inquisição, do Santo Ofício, dos estranguladores de morubixabas, de Cortez e de Pizarro e de Cabral, das epidemias hereditárias, do gênio venéreo de Colombo, da pedagogia de Borba Gato, da bravura de Caxias e do Conde D´Eu escancarando crianças no Paraguai. Estas são as nossas raízes, plantadas no espírito da submissão nacional. Desobedecer à submissão é desintegrar nossa integridade. Não entendo por que tanto ódio a este Vigilante, se já poderíamos ter-nos livrado dele. Temos de agir por misericórdia, como fizeram nossos pais. De Colombo à guerra do Paraguai, da Revolta da Chibata ao Riocentro, a misericórdia tem sido nossa palavra de ordem. Nosso povo está esquecendo essa virtude, o que aponta para a decadência de toda uma civilização. O último ato de misericórdia de que participei, instantâneo, fulminante, foi a confraternização em Carandiru, em outubro de 92. de lá pra cá, este país só tem esvaziado sua alma com mortes a longo prazo. Estou me sentindo um inútil diante deste homem, que ainda respira e desfruta nosso ar. Por que não o enterramos vivo, em homenagem ao nosso solo e à nossa mãe gentil? (...)
|
|
|
| Segunda-feira, Agosto 16, 2004 |
|
|
Conferências Introdutórias à Psicanálise
Conferência XIII ¿ Aspectos Arcaicos e Infantilismo dos Sonhos
Freud inicia esta conferência ressaltando o aspecto arcaico ou regressivo que caracteriza o modo de expressão da elaboração onírica. Esta regressão se dirige para o que Freud chama de pré-história do indivíduo (infância), por um lado, e para a pré-história filogenética (desenvolvimento da espécie humana), por outro. Freud também fala da memória, mais precisamente da amnésia infantil, que consiste no esquecimento dos acontecimentos referentes aos primeiros anos de vida. Para Freud, a memória retém alguns acontecimentos da infância (lembranças encobridoras), não necessariamente os mais importantes do ponto de vista da criança, os quais, por sua vez, remetem (pelo mecanismo da condensação ou do deslocamento) a acontecimentos significativos no desenvolvimento do sujeito. Estes acontecimentos significativos são inconscientes e podem ser resgatados, através do tratamento psicanalítico, na interpretação dos sonhos. A presença desses elementos nos sonhos constitui seu aspecto arcaico. Freud volta a se referir aos desejos sexuais e hostis, vivenciados na infância, como sendo provocadores dos sonhos. Neste sentido, ele analisa os vários tipos de relações familiares que se dão entre irmãos e irmãs, pais e filhos, ressaltando os motivos egoístas do sujeito. Assim, Freud introduz os conceitos de ¿complexo de Édipo¿ e ¿complexo de castração¿ para se referir às complexas relações que se estabelecem entre o sujeito e seus pais. Freud também introduz, nesta conferência, o tema da sexualidade infantil, afirmando que a criança apresenta uma intensa atividade sexual de caráter ¿perverso-polimorfa¿. O autor conclui que ¿na vida mental, o que é inconsciente é também o que é infantil¿. Devemos considerar que o que Freud chama de ¿inconsciente¿ não se trata mais daquilo que está latente no momento, isto é, dos pensamentos oníricos latentes; mas remete a um lugar da mente que possui expressão própria e mecanismos mentais específicos, funcionando independentemente da consciência ou de outros setores.
|
|
|
| Quinta-feira, Agosto 12, 2004 |
|
|
René Descartes é francês, nasceu em 1596 e de lá pra cá
Tá bom, admito, sou eu quem não quer mais descartar Descartes.
Porque da problemática que lhe perturbou somos vítimas também, que, então, ta em todo ser que logo é, logo por certo existente.
Ei, posso confiar na minha própria existência? nessas horas em que penso, penso mesmo ou penso que estou pensando? a gente desconfia.
nada escapa das desconfianças mundiais.
E o moço René pensou, repensou, superpensou. Nas coisas todas que o cercaram durante existência, ele pôde confiar? Se os sentidos enganam, às vezes eu vendo luz branca sendo amarela, como dar crédito? Esperem, se eu nem ao certo da existência da luz, uma coisa é fato: a minha duvidância; isso!, o elemento que não me enxota de minha própria permanência existiva, meu pensamento duvidoso, meu pensamento. Porque não se pode chegar no sim a partir do não. Esse monitor mesmo pra onde se olha agora pode ser produto da mente, fabulação, brincadeirinha de algum deus gaiato. Mas como assim esse meu pensamento ser ilusão?, justo eu estando atualmente pensando e até me dando ao luxo de duvidar da manufatura das dúvidas, meu pensamento. Não, não é uma dúvida, é uma certeza, olhe, estou duvidando. Eu existo. Por favor, deixe que, prometo que duvido, garanto que penso. Onde assino meu atestado de freqüência existiva?
Descartes e suas ânsias.
ei, psiu, eu estou aqui. eu, eu, eu. por Deus, homem;
e seu medinho da Santa inquisição.
como pode uma idéia perfeita, oh, Deus, estar em um ser imperfeito feito eu? Claro que esta idéia foi plantada em mim por.
Logo Deus.
não quis se apartar da metafísica, o autor do Discurso do Método
e morreu tuberculoso.
|
|
|
| Quarta-feira, Agosto 11, 2004 |
|
|
O texto de hoje é da mulher da minha vida... e ele vai para aquelas pessoas que por algum motivo estejam longe de mim. Para os meus amigos que estejam em outro estado e para aqueles que a vida já levou desse plano. Para aqueles que fazem com que o meu coração pare por segundos e me leve a lugares distantes na lembrança.
SAUDADE
"Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda
que a presença é pouco:
Quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro
para uma unificação inteira
é um dos sentimentos mais urgentes
que se tem na vida."
(Clarice Lispector)
|
|
|
| Segunda-feira, Agosto 09, 2004 |
|
|
Conferências Introdutórias à Psicanálise
Conferência XII ¿ Algumas Análises de Amostras de Sonhos
Nesta conferência, Freud analisa alguns fragmentos de sonhos, uma vez que, para o mesmo autor, a análise de um sonho completo levaria bastante tempo para ser relatada aos ouvintes. Freud ressalta que o trabalho de interpretação de sonhos não deve ser o principal objetivo do psicanalista, mas deve ser uma ferramenta útil aos objetivos da terapia com pacientes neuróticos. Assim, é necessário a análise de muitos sonhos, sempre os relacionando com a história de vida do sujeito, para que se possa dizer algo acerca do paciente neurótico. Freud analisava sonhos de toda a espécie, inclusive alguns que lhe eram enviados por correspondência; contudo, este tipo de sonho não pode ser compreendido sem que o sonhador forneça informações pertinentes. Freud afirma que se um analista pretende interpretar sonhos apenas preenchendo a significação dos símbolos, e dispensando a técnica de associação livre, este analista está cometendo um equivoco perigoso.
|
|
|
| Sexta-feira, Agosto 06, 2004 |
|
|
| post |
|
|
| Quinta-feira, Agosto 05, 2004 |
|
|
É, vocês não querem deixar Descartes em paz, pelo visto;
o velho perturbado, aquele,
deitou e rolou nas barbas do real,
voltando-se pro próprio umbigo quis dar um jeitinho nas postulações vigentes, porque ao se tratar do resto, como ignorar o ponto de partida, o inicial, fonte-pensamento? dele, tão ali, nele mesmo, presente,
certo, mesmo o mundo nem-nem, resta o pensamento, coisa certamente certa: real posto que é.
Servindo de à partir, ele. daí a chegar no outro, em quem quiser, em Deus enquanto uma idéia que não se poderia ter partido do nada, nas palavras dele, foi só querer. Foi pensando. Empilhou o resto, o tudo.
e
e se eu anunciar algo bem trágico?, agora, nesse instante:
que o filósofo que recheava aquele corpo jaz? não sobrando resquício de pensamento sobre pensamento, existência sobre existência?
do contrário,
sub--escapando-lhe apenas idéia dum morto vivente em pensamento alheio - o nosso.
ou seja, diria o moço, vocês me dão carona, logo existo. Em pensamento alheio, logo vivo.
ah, que de composição ultra reciclável fizeram o descartável. Pois num é que o danadinho é super-referencial pros outros mesmo em logo não existindo?
extrapolo-te, Penso-te logo vivo-te te te te
fiquei até disléxica.
|
|
|
| Segunda-feira, Agosto 02, 2004 |
|
|
Conferências Introdutórias à Psicanálise
Conferência XI ¿ A Elaboração Onírica
Freud inicia esta conferência apresentando quatro maneiras de relacionar os elementos dos sonhos com as coisas originais que os mesmos representam: relação da parte com o todo, aproximação ou alusão, relação simbólica e representação plástica das palavras. Estas quatro principais relações já haviam sido apresentadas por Freud nas conferências anteriores. Assim, Freud propõe uma ampliação dessas relações ao comparar o conteúdo manifesto de um sonho, em sua totalidade, com o sonho latente, o que ocorre através da interpretação. Neste sentido, ele denomina de elaboração onírica o mecanismo que transforma o sonho latente em sonho manifesto. O mecanismo contrário, que opera no sentido oposto, seria, portanto, o trabalho interpretativo. Para Freud, a elaboração onírica é um processo inconsciente, e que, somado à deformação onírica realizada pela censura dos sonhos e pelo simbolismo, compõem o que conhecemos como sonho manifesto. O papel do psicanalista, neste caso, é decifrar o mecanismo responsável pela deformação onírica, a qual se impõe como uma espécie de elaboração onírica adicional. Segundo Freud, a elaboração onírica pode se realizar segundo três mecanismos distintos: a condensação (metáfora), o deslocamento (metonímia) e a transformação regressiva de pensamentos em imagens visuais (representação plástica).
|
|
|
|
|